quinta-feira, 19 de abril de 2018

“Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem". - Jesus.

As palavras do Mestre no momento da crucificação têm significado especial aos nossos corações.
Jesus havia passado uma noite de humilhações acompanhadas de terríveis castigos físicos sob a ação da turba movida por energias inferiores diversas. Fora coroado com espinhos e obrigado a carregar um dos madeiros que compunha a cruz, caiu na estrada que levava até o Calvário.
Não havia ali nenhum gesto de aparente justiça e a multidão, em sua maioria, que havia recebido dele exemplos de paz e mansidão, exalava ingratidão, um dos mais sórdidos sentimentos que habita a alma humana.






Após ser erguido no madeiro, Ele, o Mestre, observava no cenário de dor, com os olhos divinos, a infelicidade de todo aquele povo. Acreditavam sacrificá-lo pela blasfêmia de dizer ser igual a Deus e falar do seu reino, como se fosse um rei em terras alheias. No entanto, somente o seu coração carregava a leveza do dever cumprido e a sabedoria que vive na morada do justos e bons.
Toda a paisagem que a multidão contemplava era a dos três crucificados erguidos e acobertados pelo céu de Jerusalém.
Aos olhos dos criminosos vulgares, em ambas as cruzes, viviam sentimentos opostos. Um rogava o perdão divino e a assistência do Pai; no outro havia blasfêmia e críticas, filhas da ignorância e do pecado. Certamente, ambos olhavam a multidão com tristeza, mas via nela assassinos e justiceiros.
O Cristo, porém, sereno, na certeza de estar cumprindo a Vontade do Pai, contemplava a pobreza da alma humana, a mesquinharia dos poderosos e a dor do simples e humildes, que ali estavam em minoria tentando solidarizar-se com o Mestre. Ele não os via com qualquer expressão de animosidade.
O madeiro o aproximava mais e mais do Céus, seus braços, embora forçados pela crucificação, expressavam suas possibilidades de a todos acolher. E o erguer o olhar ao Alto para se dirigir ao Pai demonstrava a mais sublime expressão da fé que, mesmo estando dolorido e alquebrado, se entregava em sacrifício em nome do Amor e fazia ali o pedido mais profundo, pois ao se esquecer das humilhações e das dores, voltava-se à Deus e rogava o perdão por todos os atos que ali foram cometidos por força da ignorância.
Aprendamos com Jesus: erguer os olhos ao Pai é sintonizar-se com seu Amor; e o Espírito sintonizado com Amor divino vence suas dores, alivia-se do seu fardo e consegue ver o outro em sua dificuldade e busca ofertar-lhe o que tem, para que o outro também consiga subir mais e mais em sintonia e se encontrar com Amor Maior -Essência primária de Deus.
Muita paz!

Carlos.

Mensagem psicografada na AMEMG, em 28/03/18, pelo médium Roberto Lúcio Vieira de Souza.
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FELIZ PÁSCOA! FELIZ RENASCIMENTO!

A PAIXÃO DE CRISTO

Os últimos cinco dias que Jesus Cristo passou vivo foram emocionantes. Tanto para ele como para seus seguidores. A entrada triunfal dele em Jerusalém na semana da páscoa judaica, os tumultos que sua presença causou ao redor do Templo Sagrado, as altercações com os fariseus, a última ceia, a traição, a prisão, o julgamento, a flagelação e a crucificação, tudo foi muito rápido, avassalador, compondo os atos do Drama da Paixão. Episódio trágico até hoje representado no mundo inteiro pelas comunidades cristãs.



 

A páscoa em Jerusalém:

"A religião, até hoje, não teria existido sem uma parte de ascetismo, de devoção, de maravilhoso." E.Renan – A Vida de Jesus, 1863.
Na páscoa Jerusalém lotava. Em situações normais acredita-se que a cidade não comportasse mais de 50 mil habitantes na época de Jesus Cristo. Todavia, durante as grandes festas judaicas, multidões vindas de todas as partes do País de Canaã para lá afluíam. As cercanias ao redor do Beit Hamikdash, o Templo Sagrado, tornavam-se um vespeiro humano com o entra e sai daqueles que para lá iam depositar suas oferendas nos altares santos e fazer as prostrações.
Vindo da Galiléia, um tanto que fugido, sentindo-se ameaçado pela polícia de Herodes Antipas, Cristo decidiu-se por fazer uma entrada triunfal na cidade santa. Para afirmar publicamente que o seu reinado, ao contrário da monarquia herodiana, era o império dos simples, adentrou pelo portão montado num jumentinho. A multidão local, lançado Hosanas, recebeu-o como "o filho de Davi", alguém que havia herdado do lendário rei o poder de fazer curas e operar milagres. Entretanto, o recém chegado logo se indispôs com meio mundo.

A PALESTINA NO TEMPO DE CRISTO.

Herodes o Grande e dois de seus filhos:
A Palestina, na ocasião chamada de País de Canaã (da cor púrpura, em fenício), estava ocupada pelas legiões romanas desde que Pompeu fizera de Jerusalém seu quartel-general, no ano 63 a.C. Sabendo que a única maneira de manter uma certa autonomia dos judeus era aliando-se aos romanos, o rei Herodes, dito o Grande, da etnia dos ismodeus judaizados, resolveu associar-se inteiramente aos desígnios de Roma. Desde o ano de 38 a.C. ele, com o beneplácito dos triúnviros Marco Antônio e Otávio, fora indicado como Rex amicus et socius populi Romani.
A política de Herodes foi sempre apoiar o principal caudilho romano, posição essa que não era bem vista pelo seu povo em geral. Mas o que poderia fazer o pequeno reino de Israel frente às águias imperiais cujas asas estendiam-se por boa parte do mundo europeu e mediterrâneo? Assim é que os hebreus tiveram que conformar-se em submeter-se ao Regime do Protetorado. Quanto Herodes o Grande morreu, no ano 4 a.C. (data que virou festa judaica), seu reino foi dividido numa tetrarquia entre seus filhos. O próprio povo, por meio dos altos sacerdotes, intercedeu junto as autoridades de ocupação para que os poderes tirânicos da dinastia herodiana fossem limitados por Roma.
A tetrarquia e os procuradores romanos:

A Arquelau coube a posição de tetrarquia (uma espécie de governador de província) da Judéia e da Samária, a Herodes Antipas a parte da Galiléia e da Perea, enquanto que o seu irmão Herodes Filipe ficou com a Iturea e a Galaunítida. Todos eles inteiramente obedientes ao Legatus Augustae, ao governador-geral romano da Síria. Este por sua vez se fazia representar na região através de um procurador cuja sede oficial ficava na cidade de Cesaréia Marítima, deixando que Jerusalém permanecesse no controle simbólico do sinédrio, da assembléia dos anciãos responsáveis pelo Templo Sagrado, presidida por um sumo-sacerdote.
Na época de Cristo, ele chamava-se Caifás.

Os romanos, seguindo a tradição de serem liberais nas questões religiosas, permitiam que os judeus mantivessem suas cerimônias e se comprometeram a não perturbarem os rituais ou a profanarem os espaços sagrados deles. Tanto assim que causou enorme tumulto quando Herodes o Grande, num gesto de querer agradar os ocupantes, mandara expor uma águia dourada, símbolo romano, numa das entradas do Templo. Perturbação que obrigou os romanos a submeterem os hierosolimitas, a população de Jerusalém, ao duro braço da legião.

Fonte: Forum Espírita

VISÃO ESPÍRITA DA PÁSCOA

Por Marcelo Henrique

Eis-nos, uma vez mais, às vésperas de mais uma Páscoa. Nosso pensamento e nossa emoção, ambos cristãos, manifestam nossa sensibilidade psíquica. Deixando de lado o apelo comercial da data, e o caráter de festividade familiar, a exemplo do Natal, nossa atenção e consciência espíritas requerem uma explicação plausível do significado da data e de sua representação perante o contexto filosófico-científico-moral da Doutrina Espírita.



 

Deve-se comemorar a Páscoa? Que tipo de celebração, evento ou homenagem é permitida nas instituições espíritas? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus?

Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”. Todavia, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, coletiva, acerca da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada.

O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as pessoas, via de regra, são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não há, francamente, nenhum mal nisso.
Mas, como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante peculiar. Antes de mencionarmos a significação espírita da Páscoa, faz-se necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento.

A Páscoa, primeiramente, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a referência de que a Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido da festa, para adaptá-la, dando-lhe um novo significado, associando-o à “imolação” de Jesus, no pós-julgamento, na execução da sentença de Pilatos.

Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia.

Logo após a celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes adormeceram, tendo sido o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno.
Mas há outros elementos “evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de Jesus – tão bem retratado neste último filme hollyodiano (A Paixão de Cristo, segundo Mel Gibson) –, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus.

No que concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da mantença da estrutura corporal do Cristo, no post-mortem, situação totalmente rechaçada pela ciência, em virtude do apodrecimento e deterioração do envoltório físico. As Igrejas cristãs insistem na hipótese do Cristo ter “subido aos Céus” em corpo e alma, e fará o mesmo em relação a todos os “eleitos” no chamado “juízo final”. Isto é, pessoas que morreram, pelos séculos afora, cujos corpos já foram decompostos e reaproveitados pela terra, ressurgirão, perfeitos, reconstituindo as estruturas orgânicas, do dia do julgamento, onde o Cristo, separá justos e ímpios.
A lógica e o bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais justo para aferir a “competência” ou a “qualificação” de todos os Espíritos. Com “tantas oportunidades quanto sejam necessárias”, no “nascer de novo”, é possível a todos progredirem.
Mas, como explicar, então as “aparições” de Jesus, nos quarenta dias póstumos, mencionadas pelos religiosos na alusão à Páscoa?

A fenomenologia espírita (mediúnica) aponta para as manifestações psíquicas descritas como mediunidades. Em algumas ocasiões, como a conversa com Maria de Magdala, que havia ido até o sepulcro para depositar algumas flores e orar, perguntando a Jesus – como se fosse o jardineiro – após ver a lápide removida, “para onde levaram o corpo do Raboni”, podemos estar diante da “materialização”, isto é, a utilização de fluido ectoplásmico – de seres encarnados – para possibilitar que o Espírito seja visto (por todos). Igual circunstância se dá, também, no colóquio de Tomé com os demais discípulos, que já haviam “visto” Jesus, de que ele só acreditaria, se “colocasse as mãos nas chagas do Cristo”. E isto, em verdade, pelos relatos bíblicos, acontece. Noutras situações, estamos diante de uma outra manifestação psíquica conhecida, a mediunidade de vidência, quando, pelo uso de faculdades mediúnicas, alguém pode ver os Espíritos.

A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os “bíblicos” Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro imolado”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra.

Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande – e última lição – de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para asseverar que “permaneceria eternamente conosco”, na direção bussolar de nossos passos, doravante.
Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, a vera evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso orbe. Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.
Nesta Páscoa, assim, quando estiveres junto aos teus mais caros, lembra-te de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de “sermos deuses”, “fazendo brilhar a nossa luz”.
Comemore, então, meu amigo, uma “outra” Páscoa. A sua Páscoa, a da sua transformação, rumo a uma vida plena.

(*) Marcelo Henrique, Doutorando em Direito e Assessor Administrativo da Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo - ABRADE.

UM FENÔMENO DE MATERIALIZAÇÃO NA PÁSCOA

De acordo com as tradições judaicas as festas relativas à Pascoa estão ligadas as dois fatos: o primeiro é a libertação do povo Hebreu do cativeiro no Egito, aproximadamente 1.280 anos a.C., e o segundo está ligado ao aspecto agrícola, tratava-se da festa do fim de inverno e início da primavera, o primeiro mês da colheita da cevada.(Êxodo cap. 12 e Deuteronômio cap. 16).





CRISTIANISMO

No ano de 325 d.C., por decreto do Primeiro Concílio de Niceia a Páscoa passou a ser também uma festa cristã em Celebração à Ressurreição de Jesus Cristo. Hoje os cristãos comemoram o período Pascal que inicia no domingo da Páscoa e se estende até o dia de Pentecostes.

ESPIRITISMO

A Doutrina Espírita embora respeitando todos os livros considerados sagrados, como o Talmude, o Thorá, o Corão, o Bhagavad Gita entre outros não menos respeitáveis, adotou os Livros do Novo Testamento onde estão contidos os ensinamentos morais de Jesus Cristo.
Os ensinos do Cristo estão presentes em todas as obras da Codificação Espírita e, especialmente no livro "O Evangelho segundo o Espiritismo" e, as questões da Páscoa e da ressurreição mereceram um estudo particular de Allan Kardec na obra "A Gênese", capítulo XV: "Prodígios por ocasião da morte de Jesus; do item n. 54 até item n.66, e finaliza com este comentário:
- "Jesus, portanto, teve como todos nós, um corpo carnal e um corpo fluídico, o que é comprovado pelos fenômenos materiais e os fenômenos psíquicos que assinalaram sua vida".
Em "O livro dos Médiuns" o codificador apresenta o resultado das suas pesquisas e as informações recebidas dos Espíritos superiores sobre a natureza do corpo fluídico, o qual todos os Espíritos encarnados e desencarnados possuem. A esse corpo Allan Kardec deu o nome de Perispírito. Esse perispírito, portanto, sobrevive à morte do corpo físico e pode servir de instrumento para o Espírito desencarnado fazer-se visível através do fenômeno de ectoplasmia (materialização).
Renomados homens de ciência como Willian Crooks, (Fatos Espíritas), Alexandre Aksakof, (Um Caso de Desmaterialização) e Gustave Geley, (O Ser Subconsciente) ,entre tantos outros, posteriormente realizaram inúmeros estudos e pesquisas que vieram confirmar as deduções de Allan Kardec.

Portanto, a Páscoa, para a Doutrina Espírita, além das celebrações religiosas de Judeus e Cristãos, tem um significado da mais relevante importância; pois nesta ocasião fazem mais de dois mil anos, o Cristo demonstrou de maneira inquestionável a sobrevivência e a comunicabilidade do Espírito.

Por isso, para o Espiritismo, até prova em contrário, e mesmo respeitando outras linhas de pensamento, o corpo com que o Cristo se apresenta no domingo da Páscoa, é o seu corpo espiritual.

UMA BOA PÁSCOA PARA TODOS ! MUITA PAZ.

ENJÔOS DURANTE A GESTAÇÃO, VISÃO ESPÍRITA

Com o desenvolvimento da gravidez, à medida que o embrião vai se estruturando, conforme o molde energético dado pelas matrizes perispirituais da entidade reencarnante, vão se intensificando as trocas fluídicas ou energéticas, entre o perispírito da mãe e o espírito reencarnante.
Já se observa, a certa altura, uma intensa sintonia vibratória com grande intercâmbio de campos energéticos. Sucede que estas vibrações permutadas podem ser doentes (espiritualmente falando ) ou sadias.



 

As vivências das encarnações anteriores, indelevelmente registradas nos arquivos energéticos do espírito, são núcleos de emanação de ondas que exercem influência sobre a gestante.
As experiências de sofrimentos ainda não resolvidas psicologicamente, os ressentimentos mantidos, são concentrações de força a irradiar sobre a estrutura psicofísica materna. As experiências comuns entre mãe e filho, vividas em estâncias pretéritas, se reencontram agora com anestesia apenas parcial.
Não resta dúvida, que é a grande oportunidade da reaproximação e solução dos débitos passados.
Também é importante se reafirme toda a assistência espiritual presente no transcurso da gravidez, amparando à dupla.
As trocas fluídico-energéticas entre ambos, frequentemente produzem enjôos à mãe.
A intensidade destes enjôos muitas vezes está relacionada (também) a diferenças de nível evolutivo entre o espírito reencarnante e a gestante.
Em determinadas situações, no entanto, não se trata de diferença de nível espiritual, pois normalmente aos espíritos superiores não é difícil superar e compreender as limitações dos menos evoluídos.
Frequentemente são os reconhecimentos inconscientes das experiências comuns vividas. São as
sensações decorrentes do espelhar mútuo, da situação espiritual vivenciada no passado e ainda não resolvida.
Cuidemos, no entanto, para não cometer injustiça ou erros de julgamento.
Os enjôos tem também causas meramente orgânicas ligadas a fatores anatômicos e fisiológicos do processo gestacional. Atribuir aos enjôos apenas significado de ordem espiritual seria empobrecer a ciência
espírita e comprometer sua imagem perante as pessoas de bom senso.
Os estranhos desejos da gestante:
As aparentes extravagâncias da mulher grávida podem ter, também, causas ligadas às influências do espírito reencarnante. Não estamos aqui, portanto, excluindo de maneira alguma o componente fisiológico. As profundas alterações hormonais sob o comando da hipófise são sem dúvida co-fatores que interferem no psiquismo da gestante determinando tendências na esfera alimentar. Tendo sido feita esta ressalva , cumpre-nos estudar a outra face da moeda.
Estando a estrutura do corpo espiritual da entidade reencarnante unida ao chakra genésico materno, passa a sofrer a influência de fortes correntes eletromagnéticas que lhe impõem a redução volumétrica necessária. O corpo astral
(perispírito) que possuía digamos 175cm deverá se adaptar a um organismo fetal bem menor. Ocorre então a redução dos espaços intermoleculares da matéria perispiritual. Tal fato ocorre pela diminuição da vibração das moléculas do
corpo espiritual. A energia cinética se reduz, as moléculas se aproximam reduzindo os espaços intermoleculares. Além desta redução, toda molécula excedente, que não serve ao trabalho fundamental de refundição da forma é
devolvida ao plano “espiritual ” e reintegrada ao fluido cósmico universal.
No organismo materno, mais especificamente no chakra genésico, há uma função que lembra o trabalho de um exaustor de cozinha. Neste aparelho doméstico se processa a absorção da gordura excedente, eliminando-a do ambiente. Conforme encontramos no livro” Entre a Terra e o Céu “, cap. XXX, André Luiz que se expressa da seguinte forma.” O organismo materno, absorvendo as emanações da entidade reencarnante, funciona como um exaustor de fluidos em desintegração, fluidos estes que nem sempre são aprazíveis ou suportáveis pela sensibilidade
feminina”.
Há espíritos que por se acharem zoantropizados ou licantropizados (isto é, tão deformados que se parecem com animais,lobos etc ) , portanto com morfologia tão alterada e acrescida de fluidos prejudiciais que sofrerão intenso processo de reabsorção fluídica por parte do chakra genésico materno. O fato citado gera intensas e frequentes sensações psíquicas na gestante. Estas sensações não tem tradução lógica em valores conhecidos aos sentidos físicos. Como são sensações , o cérebro decodifica em algo material e expressa como: Desejo de comer, cheirar
ou fazer alguma coisa diferente. Portanto, embora seja inverdade que desejos insatisfeitos possam determinar defeitos físicos no bebê, mera crendice, os desejos existem e quando não são tão absurdos como comer sabonete com cebola, não custa nada (às vezes) satisfazer a pobre da gestante…. Mas não exageremos….

Ricardo Di Bernardi ( SC )

A Semana Santa e o Espiritismo

▬ Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus?

▬ A Semana Santa e a Páscoa?

A Páscoa é uma festa judaica que comemora a saída do povo hebreu do Egito. Como nesse dia foi realizada a crucificação de Jesus, os cristãos absorveram, desde aí, como comemoração de Sua imolação. Para o Espírita deve ser vista apenas como uma festa cultural religiosa.
Como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de encarar a Páscoa não possui nenhuma conotação especial. As instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”.





A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os “bíblicos” Adão e Eva, no Paraíso.
A presença do “cordeiro imolado”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra.
Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a visão espírita da Páscoa. Em verdade, nós espíritas reconhecemos a data da Páscoa como a grande, e última lição, de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para asseverar que doravante “permaneceria eternamente conosco”, como Mestre e Guia de nossas vidas.
Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, a verdadeira evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, Jesus retorna ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo evolutivo de nosso planeta.
Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa a Páscoa ser encarada como a vitória real da vida sobre a morte, da certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.

Creuza Santos Lage

Diretora Presidente da Federação Espírita do Estado da Bahia

Desencarnação de Stephen Hawking

Almir Del Prette

Grande parte dos meios de comunicação noticiou, no dia 14 de março do ano em curso, o passamento do notável cientista, aos 76 anos de idade. Pode parecer estranho aos leitores deste instrumento de divulgação do movimento espírita, “O informando”, acostumados a leituras sobre os grandes vultos do espiritismo e conteúdos doutrinários espiritas, que nos ocupemos desse acontecimento. Afinal, trata-se de alguém que nunca explicitou de forma clara e inequívoca que aceitava a ideia de Deus. Isso tudo é verdadeiro, porém também é verdade que ele nunca se alinhou como militante de um movimento ateísta.





A vida desse cientista pende de maneira notável para uma atitude biófila e, mesmo em situação orgânica complicada, jamais perdeu a esperança e a perseverança de viver com toda plenitude que lhe era possível. O termo biofilia, aqui empregado, foi utilizado por Erich Fromm para se referir a pessoas que valorizam a vida em oposição à necrofilia que explicita tendência negativas e destrutivas. No primeiro caso temos a celebração da vida, a alegria, à sociabilidade. No segundo, o cultivo da tristeza, do isolamento e até mesmo o prazer pela dor.
Stephen superou inúmeras dificuldades a começar lutando com um diagnóstico de doença degenerativa, Esclerose lateral Amiotrófica (ELA), no final da adolescência, cujo prognóstico indicava perda gradual de movimentos e morte prematura. Entretanto, ele teve que se reinventar e afirmou em entrevista a BBC que sobreviver após os 21 anos de idade lhe soava como um bônus. Disse ainda compreender as pessoas que em situações semelhantes desejam a morte, mas que ele “gostava de viver e sentia que tinha muita coisa a fazer”. E de fato viveu intensamente!.
Costumeiramente podia ser visto na cidade de Cambridge, “pilotando” sua cadeira de rodas junto dos filhos... Além de pesquisar, dar aulas e proferir conferências encontrou tempo para participar de inúmeras outras atividades como de composições com Pink Floyd, por exemplo, keep tal king, da série cômica the big beng. theory, escreveu histórias infantis, por exemplo, “George e o segredo do universo” e popularizou a sua teoria de tempo e espaço com o livro “Breve História do Tempo”, com 10 milhões de exemplares vendidos no mundo. Sua contribuição à Física, a Astrofísica e Astronomia, o coloca junto aos grandes nomes como Newton e Einstein.
Se seu problema orgânico era prova ou expiação é uma especulação de nenhuma importância. Importa sim lhe enviarmos nossas melhores vibrações de paz e de breve refazimento com agradecimentos pelos exemplos marcantes que deixou para toda a humanidade

Almir Del Prette/São Carlos/SEOB