sábado, 15 de julho de 2017

EDUCAÇÃO E INSTRUÇÃO

Muitos ainda teimam em restringir a educação às escolas do mundo, mas “os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a Universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o Lar pode edificar o homem.” (Emmanuel)






A escola instrui, o Lar educa. As escolas cumprem uma parte importante da educação; no Lar, entretanto, enxergamos a escola do coração, onde os pais se tornam professores de seus filhos, onde exercitarão seu acervo moral, sendo convidados a desenvolver a união e o companheirismo, de estreitar os laços que os unem, pois é neste ambiente de convivência contínua, interdependência, na condição de pais, filhos, irmãos aprendem a conjugar o verbo AMAR.
Afinal, Jesus nos ensinou que as páginas de nosso destino são escritas diariamente com as letras de nossa conduta perante o Evangelho Divino ou perante as ilusões humanas.

Joamar Zanolini Nazareth
Grupo de Estudo Allan kardec

O Espírita no velório, cerimônia do “até já”,“até logo”, “nos veremos em breve”

Certa vez, um confrade segredou-me que não permitirá velórios no sepultamento de seus familiares mais próximos, porque é totalmente contra tal tradição mortuária. Não vê lógica doutrinária nesse tipo de cerimonial. Crê que após constatada a desencarnação, em no máximo algumas poucas horas, deveriam ser feitos os preparativos para o sepultamento, sem rituais religiosos.



Busquei esclarecê-lo de que velório ou “velação” não é necessariamente um ritual religioso”, portanto não está associado a religiões, até porque seu início dá-se quando a pessoa está doente e precisa de ser velada, cuidada, vigiada. Pois é! A origem da palavra velar que dá origem a velório vem do latim "vigilare", que dá significado de vigilância. E mais: o termo velar não se refere às "velas", flores, missas, cultos, mas (repito) ao verbo "velar" (de cuidar, zelar).
O dicionarista define o verbo velar como "ficar acordado ao lado de (alguém)", "ficar acordado durante (um tempo)" e ainda "manter-se de guarda, vigia" dentre outras definições. O termo tem uma conotação exata se de fato as pessoas que vão "velar" o falecido, realmente o fazem com atitude de zelo, vigília, respeito e de despedida do corpo que serviu ao espírito durante a experiência que se encerra.
É evidente que velar o defunto é atitude respeitável. No velório devemos orar respeitosamente ao amigo que se despoja do corpo físico, dirigindo-lhe por exemplo (como sugestão) a prece indicada por Allan Kardec contida no cap. XXVIII, item 59 do Evangelho Segundo o Espiritismo, intitulado “Pelos recém-falecidos”. [1] Protocolarmente ou não, no velório nos solidarizamos com os parentes e amigos do “morto”, auxiliando no que for preciso, seja ofertando um abraço fraterno ou apenas a presença serena, numa empatia repleta de misericórdia, na base da paciência e do estímulo, da consolação e do amor, como nos instrui Emmanuel. [2]
Em contrapartida, em muitos casos essa celebração se desviou, e muito, do sentido ético, pois acima das emoções justificáveis por parte dos parentes e amigos, ostenta-se um funeral por despesas excessivas com coroas de flores, santinhos, escapulários, velas que podem ser usados em doações a instituições assistenciais, conforme instrui André Luiz. Ouçamo-lo: Os espíritas devem dispensar, nos funerais, as honrarias materiais exageradas e as encenações, pois considerando que "nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo", importa, porém, que lhe enviemos cargas mentais favoráveis de bênçãos e de paz, através da oração sincera, principalmente nos últimos momentos que antecedem ao enterramento ou à cremação. Oferenda de coroas e flores deve transformar-se "em donativos às instituições assistenciais, sem espírito sectário". [3]
Social, moral e espiritualmente, quando comparecemos a um velório exercemos abençoado dever de solidariedade, proporcionando consolação à família. Infelizmente, tendemos a fazê-lo por desencargo de consciência formal, com a presença física, ignorando o decoro espiritual, a exprimir-se no respeito pelo recinto e no esforço de auxiliar o desencarnado com pensamentos elevados.
Ora, o desencarnado precisa de vibrações de harmonia, que só se formam através da prece sincera e de ondas mentais positivas. Em o livro Conduta Espírita, o Espírito André Luiz mais uma vez adverte-nos para "procedermos corretamente nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno da pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo inerte. O recém-desencarnado pede, sem palavras, a caridade da prece ou do silêncio que o ajudem a refazer-se. “É importante expulsar de nós quaisquer conversações ociosas, tratos comerciais ou comentários impróprios nos enterros a que comparecermos". Até porque a "solenidade mortuária é ato de respeito e dignidade humana". [4]
Deploravelmente, poucos se dão ao cuidado de conversar baixinho, principalmente no momento da remoção do cadáver do recinto para a “catacumba”, quando se amontoam maior número de pessoas. Temos motivos de sobra para a moderação, cultivemos o silêncio, conversando, se necessário, em voz baixa, de forma edificante.
Podemos fazer referências ao finado com discrição, evitando pressioná-lo com lembranças e emoções passíveis de perturbá-lo, principalmente se forem trágicas as circunstâncias do seu falecimento. Oremos em seu benefício, porque “morre-se” como “se vive”. Se não conseguirmos manter semelhante comportamento, melhor será que nem compareçamos ou nos retiremos do ambiente, evitando alargar o estrepitoso coro de vozes e vibrações desrespeitosas que afligem o recém-desencarnado, até porque o “morrer” nem sempre é o “desencarnar”.

Referências bibliográficas:

[1] Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, item 59, RJ: Ed. FEB, 1939
[2] Xavier, Francisco Cândido. Servidores no Além, SP: Editora – IDE, 1989
[3] Vieira, Waldo. Conduta Espírita, RJ: Ed FEB, 1999
[4] Idem

Jorge Hessen

“PASSE ESPÍRITA” OU "IMPOSIÇÃO DAS MÃOS" COMO FAZIA JESUS!







1 – USA-SE, COM FREQÜÊNCIA, NO MEIO ESPÍRITA, O TERMO “MÉDIUM PASSISTA”. TODO PASSISTA É MÉDIUM?

O passe magnético não é um ato mediúnico. Trata-se de uma transfusão de energia magnética, algo semelhante à transfusão de sangue. Não é preciso uma condição especial para doar sangue. Apenas que o doador seja saudável. O mesmo acontece com o passe. Qualquer pessoa pode aplicá-lo, desde que conheça a técnica e se submeta às disciplinas que lhe são inerentes.

2 – NÃO HÁ A INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS, NA APLICAÇÃO DO PASSE?

Eles colaboram, oferecendo algo de seu próprio magnetismo, que se casa ao do passista, mas não ocorre o transe que caracteriza a manifestação mediúnica.

3 – FALA-SE EM “MAGNETISMO ANIMAL” E “MAGNETISMO ESPIRITUAL”. QUAL A DIFERENÇA?

Magnetismo animal ou humano seria o do próprio passista. Magnetismo espiritual seria o dos Espíritos que colaboram no processo. Considera-se que o magnetismo animal seria mais apropriado para problemas físicos, envolvendo enfermidades diversas. Daí a convocação de companheiros de boa vontade, dispostos à doação, nesse serviço. O magnetismo espiritual seria dos Espíritos desencarnados, destinado a problemas psíquicos. Consideremos, entretanto, que o passista é um Espírito, reencarnado. Portanto, ao aplicar o passe, ele também fornece o magnetismo espiritual.

4 – JESUS ERA UM PASSISTA?

Sem dúvida. Tinha plena domínio sobre o assunto, e um potencial magnético inigualável. Daí os prodígios que operava. Ele afirmava que tudo o que fazia, poderemos fazer. Estamos longe de seus poderes, mas, com boa vontade, dedicação e pureza de sentimentos, estenderemos benefícios a muita gente.

5 – A EFICIÊNCIA DO PASSE MAGNÉTICO DEPENDE DA CAPACIDADE DO PASSISTA?

Depende muito mais da receptividade do paciente. Na câmara de passes, onde é feita a aplicação de magnetismo, há um ambiente vibratório coletivo, formado pela contribuição de todos os passistas. Não há, portanto, por que imaginar que este ou aquele colaborador é mais eficiente. O fator preponderante é a postura do paciente, sua fé e o empenho de renovação.

6 – ISSO TAMBÉM ACONTECIA COM JESUS?

O Mestre deixou isso bem claro, em duas expressões que usava com freqüência. A primeira: “tua fé te salvou”. Nem todos eram curados. Havia uma condição essencial: a fé, a certeza de que haveria o benefício da cura. Não se tratava de premiar os fervorosos, mas, apenas atender aos imperativos da sintonia. Quem acreditava, sintonizava com Jesus e podia ser beneficiado. A outra expressão: “vai e não peques mais, para que não te suceda pior”, significa que os nossos males estão subordinados ao comportamento. Portanto, é preciso que estejamos dispostos a mudar, superando nossas mazelas. Caso contrário, eles sempre recrudescerão.

7 – O PASSE MAGNÉTICO SERIA, ENTÃO, UM TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE?

Exatamente. Cuida dos efeitos. As causas de nossos males somente nós poderemos remover, com a famosa reforma íntima, à luz dos princípios de Jesus. É por essa razão que a aplicação de passes, no Centro Espírita, deve ser sempre precedida de palestras doutrinárias, oferecendo às pessoas que procuram o benefício desse abençoado serviço os esclarecimentos necessários..

8 – E SE A PESSOA TEM MUITA FÉ, ACREDITA NO PASSE, MAS NÃO ESTÁ DISPOSTA À RENOVAÇÃO?

Com o tempo o passe deixará de surtir efeito. André Luiz diz que os mentores espirituais são condescendentes. Ajudam por dez vezes, quando nos submetemos ao tratamento magnético, aliviando nossos padecimentos. Depois disso, se continuamos acomodados, suspendem o amparo e deixam a Dor usar de seus rigores para nos convencer de que é preciso mudar.
Livro Mediunidade, Tudo o que você precisa saber.

Richard Simonetti

O CENTRO ESPÍRITA NA VISÃO DE CHICO XAVIER

Os Centros Espíritas devem ser locais de oração, trabalho e estudo.




Conhecer o Espiritismo é de fundamental importância, mas, segundo Emmanuel me tem ensinado, esse conhecimento necessita ser traduzido na prática, a começar pelo entendimento entre os companheiros que constituem a equipe de cooperadores da casa. O fenômeno em um tempo de orientação kardecista deve ser acessório e, nunca, sem dúvida, atividade especial.
Para mim, centro espírita tinha que abrir todo dia, o dia inteiro... Se é hospital, como dizemos, como é que pode estar de portas fechadas?... O centro precisava se organizar para melhor atender os necessitados. O que impede que o centro espírita seja mais produtivo é a centralização das tarefas; existe dirigente que não abre mão do comando da instituição...
Ora, de fato, a instituição necessita de comando, mas de um comando que se preocupe em criar espaço para que os companheiros trabalhem, sem que ninguém esteja mais preocupado com cargos do que com encargos...
O centro espírita, quanto mais simples, quanto mais humilde, mais reduto do Evangelho. Construções colossais sempre me parecem destituídas de espírito... A Sociedade Espírita de Paris era uma sala de acanhadas dimensões: ali imperava o espírito de fraternidade.
As reuniões nos centros espíritas poderiam ser mais produtivas. Existe dirigente que abre e termina a sessão olhando o relógio... Não posso dar palpite no centro dos outros − Emmanuel me mandaria conservar a boca fechada −, mas a gente fica triste com os centros espíritas que funcionam apenas meia hora durante a semana...
Não precisamos esperar a formação de um grupo espírita para recepção de pessoas santas; vão chegar primeiro os mais infelizes; vão contar as mágoas, às vezes até os seus crimes; vêm em busca de amor...
Não somos donos do Movimento, a casa espírita não tem donos... Vamos criar oportunidade para o crescimento dos outros.
Ninguém precisa anular ninguém... Sobra espaço para as estrelas no firmamento! Todas podem brilhar à vontade...
Se um amigo, ou os amigos, não têm paciência conosco, os grupos não prosperam, não frutificam em amor, em esperança, no socorro espiritual...
O centro espírita deve ser tocado como uma escola, ou seja, devemos estar dentro dele para aprender... Não é só para a mediunidade, para o passe ou para a desobsessão... Precisamos estudar as lições de Jesus, as interpretações de Allan Kardec, e vivenciá-las, cuidando de nós mesmos, de nossa necessária renovação íntima...

Registro feito por Humberto Vasconcelos em artigo publicado no Jornal Espírita de Pernambuco, edição 72

Aflições, dúvidas, conforto e orientação

As aflições e dúvidas, vindas de várias fontes, constituem desafios contínuos que nos solicitam coragem, serenidade e fé, postura e decisão para tais enfrentamentos.




 Desde os dramas íntimos, às dificuldades de relacionamentos, aos embates profissionais, as enfermidades e lutas do cotidiano, inclusive os dramas familiares, e mesmo os questionamentos que surgem por motivos variados, trazem preocupações que chegam a afetar a saúde e a harmonia na convivência.
Para todos os casos, porém, existem o conforto e a orientação que podem ser encontradas, desde que queiramos melhorar. Afinal, quando a pessoa não quer melhorar, nós não conseguimos adquirir e saúde e harmonia para ela.
O grande segredo é viajar para dentro, numa auto-análise para identificar a causa daquilo que nos atormenta. Afinal, porque estamos irritados, desequilibrados?
Qual a motivação para tal estado de espírito?
Uma entrevista honesta conosco mesmo nos levará às seguintes indagações, entre outras:
1 – Estamos constantemente irritados e invadidos por sentimentos de desânimo?
2 – Experimentamos algum conflito interior?
3 – Estamos nos sentindo culpados por algo?
4 – Experimentamos sensações desagradáveis, episódios de insônia, interrupção do sono, cansaço ao despertar?

Nesse conjunto de sintomas, podem estar: a) um distúrbio fisiológico, a requerer uma visita ao médico; b) Um distúrbio psicológico, que igualmente solicita procurar ajuda para um aconselhamento com amigos ou ajuda profissional com um psicólogo; c) Uma influência espiritual, a pedir naturalmente uma mudança de comportamento.
Já não ignoramos que nossos pensamentos abrem comportas espirituais que facilitam o acesso de espíritos em desequilíbrio ou perturbados e mesmo desafetos por razões variadas.
Então para beneficiar-se da orientação disponíveis para sentir-se mais confortável e recuperar o conforto da convivência saudável e harmonia interior, algumas dicas:
1 – Orar mais; 2 – Desenvolver o hábito de ler uma página edificante logo de manhã; 3 – Não se deixar perturbar pelos atritos das relações humanas, pois que normais, dada nossas diferenças individuais; 4 – Frequentar o templo de nossa crença; 5 – Beneficiar-se dos recursos da água após orar e pedir auxílio com humildade.
E, ao perceber melhora, manter esse padrão vibratório de elevação, pois afinal não adianta receber aqueles recursos se mantivermos os vícios e comportamentos inadequados. Por outro lado, manter o propósito de melhorar.
O grande segredo é mesmo uma mudança de conduta. Esforço para superar imperfeições e igual esforço para aquisição de virtudes, ler, estudar, pesquisar, interessar-se e comprometer-se com as boas causas humanitárias.
Os recursos espirituais, reais e à disposição de quem os procurar, solicitam que a pessoa busque informações, se interesse pela questão e especialmente modifique o comportamento para diretamente se beneficiar deles. Independente das crenças e dos templos, eles exercem saudável influência sobre a saúde física e sobre o equilíbrio emocional, inclusive afastando indesejáveis presenças espirituais. Mas é preciso a participação daquele que quer ser ajudado. A ajuda sempre existe, mas quem busca deve participar desse processo e o segredo é a adoção de nova postura mental, mais amor no coração, dispensa de rancores e mágoas, demissão da tristeza e disposição para o bem. Tais considerações foram inspiradas no livro Vivências do Amor em Família, organizado por Luiz Fernando Lopes.


Autor: Orson Peter Carrara

sábado, 8 de julho de 2017

Impedir oportunidades é violência!

“Qualquer coisa que possa impedir a auto realização individual, não apenas atrasando o progresso de uma pessoa, mas mantendo-a estagnada: isso é violência – não permitir que as pessoas se desenvolvam em seu potencial é violência.” (Mahatma Gandhi)



Desde a Antiguidade, há em nosso mundo uma elite dominadora e o povo subjugado.
Vindos de planetas já desenvolvidos, os egoístas e orgulhosos dominadores reforçaram as características da Terra primitiva, onde os mais fortes e dotados de recursos de sobrevivência predominavam. Essa “lei” do mais forte, que já foi da força física, passou a ser da riqueza, hoje é das informações, e está longe de acabar.
Para a elite dominante permanecer como tal, usou e usa de duas táticas ainda infalíveis: manter os dominados na ignorância e divulgar mentiras, como sendo verdades absolutas e até vindas de Deus!
Relendo a frase de Gandhi, vemos sua sabedoria e lucidez, quando qualifica de violência, o impedimento ao crescimento alheio; fato que se torna recorrente, quando a ignorância é o instrumento do poderio e da manutenção do status quo.
Lutas intensas, mortes mil, antecederam e perduraram após o surgimento das ideias liberais e de igualdade, que embora ainda capengas, hoje fazem parte de nosso cotidiano. Mas, vivem sofrendo abalos e passam por deturpações travestidas de justiça, educação e progresso.
É observar o tempo presente…
A justiça existe, quando todas as pessoas recebem as mesmas oportunidades, mesmo que as aproveitem de formas diversas ou nem aproveitem.
Violência é selecionar quem terá oportunidades ou dificultar que alguns a tenham!
Violência gigante é considerar que tem méritos os que recebem mais e melhores oportunidades de se prepararem para as profissões. É a ilusória idéia de meritocracia, termo que engana porque dá idéia de qualidades morais, quando na realidade trata de cargos públicos e poderio social, destinado apenas aos da classe dominante.
Por que? Porque se as oportunidades são diferentes, não há como ter formação igual, para dizer que este sabe mais ou tem maior capacidade. De modo que a elite continua sendo elite, defendendo-se com esses engodos. Tem o direito de se defender? Claro! Mas a questão a se examinar é que o mérito não está na moralidade e sim nos diplomas e títulos! Abramos os olhos!!!
Pobreza ou poucos recursos não é demérito, à luz do Espiritismo, porque todos os Espíritos precisam aprender, pelas reencarnações diferenciadas, a lidar com o muito e com o pouco; situações igualmente difíceis.
Quantas criaturas consideradas socialmente “inferiores”, mudaram o mundo para melhor, com suas idéias e atuação? Quantas poderão melhorá-lo no futuro, se não forem impedidas de crescimento e progresso, por leis injustas e tendenciosas?
Se não gostamos da violência, ela não está só nos que matam, roubam ou agridem física e verbalmente. Está também – e da mesma forma não devemos gostar- nos impedimentos legais às oportunidades iguais e nos cínicos programas de ensino, camuflados de melhores, quando barram pessoas e diminuem oportunidades. Bem como, está nas hipócritas desculpas esfarrapadas de necessidade e economia, para cortar a continuidade de ações e leis defensoras dos progressos reais, já conquistados pela sociedade, quanto a justiça social e ao desenvolvimento das artes e da cultura livres.
A real necessidade é que todos possam viver com liberdade de pensar e agir; estimulados à honestidade e naturalidade, pois que valorizadas.
O Espiritismo ensina que somos Espíritos individualizados, em evolução, com progresso particularizado e com arbítrio. Deus nos dotou assim, mas há quem pense ser mais que ele, pois segrega e impede os diferentes em cor, idéias, comportamento ou posses.
Esses querem- veja que coisa feia e ridícula!- no século XXI, que haja “castas”, que os seus sejam sempre quem comanda e que os demais, os comandados, jamais ascencionem socialmente.
Observe a presença da violência denunciada por Gandhi, em si, ao seu derredor, em sua cidade e país. E vamos trabalhar, para ir acabando com ela!


Autora: Cristina Sarraf

Encontro com o Mentor: o seu guia Espiritual

Sua jornada precisa de um mentor



“O encontro com o Mentor é o estágio da jornada em que o herói recebe os suprimentos, o conhecimento e a confiança indispensáveis para superar o medo e dar início à aventura.” (Christopher Vogler)

Seguir sozinho na vida muitas vezes é triste. Vai contra uma necessidade humana básica: relacionar-se. Você se depara com uma dificuldade e já não sabe mais por onde seguir. As opções estão se esgotando e sua vontade de superar aquela barreira já não são mais o bastante.
O ser humano (e o ser espiritual) precisam de um “empurrãozinho”. Aquela voz que te diz que você é capaz. Aquela pessoa que te mostra o caminho e te incentiva a seguir. Um guia que pega na sua mão e vai com você até a porta de entrada da aventura.

Esse é o seu mentor!

O mentor como inspiração e apoio à Jornada do Espírita
“Os mentores nas histórias agem principalmente na mente do herói, mudando sua consciência ou redirecionando sua vontade.” (Christopher Vogler)
Durante nossa jornada na Doutrina Espírita a presença de um(a) mentor(a) – seja material ou espiritual – é de grande importância para nos guiar pela aventura que é conhecer o Espiritismo.
É a pessoa que tem mais conhecimentos e experiências no assunto e sabe como nos incentivar e inspirar nos momentos mais difíceis. Pode ser a figura de um(a) dirigente do centro que você frequenta, um(a) palestrante que se torna amigo(a) ou aquela senhorinha que é sua vizinha há 25 anos e você nem sabia que era espírita!
Você percebe que trilhando essa nova jornada pode se tornar alguém muito melhor do que era no seu Mundo Comum. Assim cria coragem para dar os próximos passos na sua aventura.
Como encontrar um mentor para sua jornada
Pode parecer uma missão difícil encontrar alguém para te ajudar. Mas você vai perceber que é muito mais fácil do que imagina! Eu trago aqui 3 dicas para encontrar seu mentor, todas já vivenciadas por mim. Escolha uma ou todas elas e siga seu caminho!
O Centro Espírita está cheio de mentores!: Encontrar alguém que possa te auxiliar dentro do centro espírita que frequenta é a maneira mais comum de ter um mentor.
Essa pessoa pode te oferecer as informações iniciais, te estimular a estudar ou pesquisar mais sobre algum tema. Ela te inspira a seguir seu caminho no Espiritismo com mais tranquilidade.
Os mentores também estão na internet: Com a popularização da internet, é cada vez mais comum assistirmos a vídeos ou lermos um artigo de pessoas que nos orientam. Mesmo que não conheça essa pessoa, as palavras dela podem servir de inspiração e motivação para você.
Mentores online também podem ser aqueles amigos ou familiares distantes. Através de mensagens ou até mesmo uma videoconferência, eles são guias que nos orientam e incentivam a seguir.
Os bons livros podem ser seus mentores: Ao ler o livro Boa Nova, de Chico Xavier pelo espírito Emmanuel, me senti ainda mais motivado a trabalhar pelo Espiritismo. Aquelas histórias serviram de estímulo para que eu aceitasse a responsabilidade de divulgar a Doutrina.
Com certeza você já leu (ou ainda lerá) um livro que te inspirou a agir. Esses livros são verdadeiros mentores em nossa jornada! Associamos as palavras aos nossos desafios. Elas parecem terem sido escritas diretamente para nós. Procure bons livros, de autores que você confia, e busque ali o incentivo inicial para seguir sua jornada com mais tranquilidade e confiança.
Como ser mentor na jornada de um espírita
Você que é dirigente ou trabalhador de um centro espírita com certeza recebeu, recebe e receberá muitas pessoas nessa situação. Existem ações que podem ser benéficas para que a pessoa se sinta acolhida. Por isso separei 3 maneiras de auxiliar alguém que está iniciando sua jornada no Espiritismo:
Seja um canal aberto: Se você tem conhecimentos espíritas, compartilhá-los é uma ótima maneira de reforçar seu entendimento. E claro, é muito importante saber ouvir. Em geral, as pessoas buscam a Doutrina através da dor. Elas podem ser muito auxiliadas quando paramos para escutá-las. Esteja aberto às dúvidas e anseios que surjam das pessoas que querem entender melhor o Espiritismo.
Divulgar é importante: Trabalhe na divulgação do centro e dos trabalhos realizados. Quando o centro apresenta uma estrutura organizada e seus trabalhos são conhecidos, fica mais fácil enxergar ali uma solução.
Seja claro nas divulgações, colocando todas as informações pertinentes à cada atividade do centro. Tire fotos, faça vídeos e promova-os nas redes sociais.
Sua intenção será sempre positiva e terá como objetivo mostrar para mais pessoas o importante trabalho realizado pela casa espírita. Então divulgue sem medo!
O exemplo fala mais do que palavras: Você e suas atitudes também são uma divulgação do Espiritismo. Quando você age como um bom espírita, as pessoas à sua volta começam a vê-lo como um espelho. “Grande poderes trazem grandes responsabilidades”, já dizia Tio Ben a Peter Parker (Homem-Aranha).
Conhecimento também é poder e sua responsabilidade é a de exemplificar tudo que vem estudando no Espiritismo. Seja o exemplo a ser seguido!
E o mentor espiritual, como fica?
Nem todos temos o privilégio de ter um contato direto com nosso mentor espiritual. Se você, assim como eu, é uma dessas pessoas, nós ainda temos chance! Através do desenvolvimento da mediunidade de intuição, cada vez mais poderemos captar a sintonia e as sugestões dos nossos mentores.
Mas como fazer isso?
Mesmo não vendo ou ouvindo nosso(a) mentor(a), você pode estabelecer um diálogo com ele(a). Direcione o seu pensamento e converse como se ele(a) estivesse ali na sua frente (muitas vezes estará mesmo!).
Para afinar ainda mais a sintonia, pare o que está fazendo agora. Respire profundamente e solte o ar com tranquilidade. Direcione o seu pensamento para dentro de você, esquecendo todo o que estiver no ambiente externo. Perceba que alguns pensamentos podem começar a surgir de forma espontânea, com palavras que não foram concebidas por você.
Pratique, pratique e pratique. Sempre buscando a sintonia com seu mentor e pedindo auxílio para que ele te proteja das influências externas negativas. Tenho certeza de que esse papo espiritual vai ficar cada vez mais interessante!
Depois de encontrar o mentor, é hora da AÇÃO!
Você já recebeu o convite para sair da sua zona de conforto. Recusou o convite, pois não encontrou forças para seguir. Agora teve seu primeiro contato com o mentor. Daqui pra frente a nossa jornada começa verdadeiramente!

Artigo feal (Fundação Espírita André Luiz - Guarulhos S.P)