A Lição de Jesus de que: “O doente é que precisa do médico” mostra
claramente o perfil dos Espíritos Superiores, equiparáveis ao “médico”
da Lição, porque é fácil identificarse o “doente” como todos os
Espíritos necessitados da luz do esclarecimento, seja ele intelectual ou
moral.
Enquanto os evoluídos procuram desempenhar o papel do
“médico”, ou seja, orientadores, tanto pela palavra quanto pelo exemplo,
há muitos Espíritos ainda egoístas, portanto, não evoluídos o
suficiente para sentirem-se felizes com o trabalho de socorro e
esclarecimento aos semelhantes. Esses não se dispõem, na prática, ao
discipulado de Jesus, porque o mais importante requisito para tanto o
próprio Divino Mestre enunciou: “Conhecereis Meus discípulos pelo muito
Amor que manifestarem.”
Quem procura se manter distante dos
sofrimentos alheios e dos sofredores não acordou ainda para a glória que
representa o serviço em nome de Jesus e de Deus.
A vivência
desses irmãos e irmãs transcorre numa sucessão de negativas aos convites
para servir, que a Vida apresenta a cada minuto. Enquanto os evoluídos
não perdem nenhuma oportunidade de serem úteis aos semelhantes, esses se
esquivam, a cada momento justificando-se com algum pretexto ou mesmo
ignorando propositadamente os pedidos explícitos ou implícitos das
carências humanas dos que os cercam. O egoísmo é que os faz pensar,
sentir e agir dessa forma.
Vejamos a lição de Emmanuel sobre o
egoísmo, constante de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan
Kardec: O egoísmo, esta chaga da humanidade, deve desaparecer da Terra,
porque impede o seu progresso moral. É ao Espiritismo que cabe a tarefa
de fazê-la elevar-se na hierarquia dos mundos. O egoísmo é portanto o
alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem dirigir suas armas,
suas forças e sua coragem.
Digo coragem, porque esta é a
qualidade mais necessária para vencer-se a si mesmo do que para vencer
aos outros. Que cada qual, portanto, dedique toda a sua atenção em
combatê-lo em si próprio, pois esse monstro devorador de todas as
inteligências, esse filho do orgulho, é a fonte de todas as misérias
terrenas. Ele é a negação da caridade, e por isso mesmo, o maior
obstáculo à felicidade dos homens. Jesus vos deu o exemplo da caridade, e
Pôncio Pilatos o do egoísmo.
Porque, enquanto o Justo vai
percorrer as santas estações do seu martírio, Pilatos lava as mãos,
dizendo: Que me importa! Disse mesmo aos judeus: Esse homem é justo, por
que quereis crucificá-lo? E, no entanto, deixa que o levem ao suplício.
É a esse antagonismo da caridade e do egoísmo à invasão dessa lepra do
coração humano, que o Cristianismo deve não ter ainda cumprido toda a
sua missão.
E é a vós, novos apóstolos da fé, que os Espíritos
superiores esclarecem, que cabem a tarefa e o dever de extirpar esse
mal, para dar ao Cristianismo toda a sua força e limpar o caminho dos
obstáculos que lhe entravam a marcha. Expulsai o egoísmo da Terra, para
que ela possa elevar-se na escala dos mundos, pois já é tempo da
humanidade vestir a sua toga viril, e para isso é necessário primeiro
expulsá-lo de vosso coração.
Fonte - Remédio Contra o Suicidio e
Outras Misérias Humanas (psicografia Luiz Guilherme Marques - espírito
Yvonne do Amaral Pereira)
domingo, 1 de outubro de 2017
A Aparição de Jesus depois da Morte
Em várias oportunidades Jesus disse aos seus discípulos que após sua
morte ressuscitaria. Preocupa-nos a compreensão correta do que, em seu
conceito, era a ressurreição. Vejamos a seguinte passagem:
“E que os mortos ressuscitem, é Moisés quem dá a conhecer através do episódio da Sarça Ardente, quando chama ao Senhor: o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; para ele, então, todos são vivos”. (Lc 20,37-38).
Vejam bem, se Jesus, em se referindo a pessoas que haviam morrido, diz que para Deus todos “são vivos” é porque nossa individualidade sobrevive após a morte, em outras palavras, poderia estar dizendo da nossa condição de espíritos eternos. Ao que chamamos de morte é apenas o processo, ao qual nosso espírito, em seu regresso ao plano espiritual de onde veio, devolve à natureza os elementos constitutivos do corpo físico, cuja finalidade era viabilizar o seu desenvolvimento moral e intelectual. Em vista disso, é que devemos entender que a ressurreição de que Jesus falava não era no corpo físico, e sim o ressurgir em espírito. Foi o que aconteceu com ele. Depois de sua morte esteve ainda na terra em seu corpo espiritual, conforme se encontra em Atos: “Após sua paixão, ele lhes mostrou, com muitas provas, que estava vivo, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do Reino de Deus”. (1,3).
Sabemos, por informação dos próprios espíritos, que eles se manifestam em seu corpo espiritual, denominado perispírito. Nele é evidenciada toda a evolução moral do espírito, assim quanto mais luminoso maior evolução e, via de conseqüência, quanto menos luz produzir mais inferior é o espírito. Deve ser pelo motivo de sua luminosidade que, em algumas situações, Jesus não foi reconhecido pelos seus discípulos, como observamos em Mc 16,12: “Depois disto, ele apareceu sob outra forma, a dois deles que estavam a caminho do campo”. Também ao aparecer a Saulo, na estrada de Damasco (At 9, 3-9), veio em sua plenitude espiritual, fato que impossibilitou aos que presenciavam o fenômeno de vê-lo, só ouviram sua voz. Ao narrar esse acontecimento, Paulo diz (At 22,6-9): “... aí pelo meio-dia, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim”, o que confirma o que estamos dizendo sobre o perispírito refletir a evolução moral.
A matéria, igualmente, não oferece nenhuma resistência a esse corpo perispiritual. Vejamos a prova disso, pelo fato de Jesus ter entrado em ambiente fechado: “Oito dias depois, os discípulos se achavam de novo na casa, e Tomé com eles. Jesus entrou, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e os cumprimentou: A paz esteja convosco!”. (Jo 20,26).
Podemos aceitar também que, em algumas circunstâncias, Jesus se materializou diante dos discípulos, nesse caso tornou-se tangível, o que podemos verificar quando diz: “Olhai para minhas mãos e pés: sou eu mesmo! Apalpai-me e vede: um fantasma não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho! Dizendo isto, mostrou-lhes mãos e pés. Mas como hesitavam em acreditar, por causa da muita alegria, e continuavam espantados, Jesus lhes disse: ‘Tendes aqui alguma coisa para comer?’ Deram-lhe um pedaço de peixe grelhado. Ele o tomou e comeu na presença deles”. (Lc 24, 39-43). É bem provável que Jesus, ao se materializar, teve que se comportar como se fosse realmente de carne e osso, tendo em vista que nem os discípulos nem os de sua época tinham conhecimento dos mecanismos das manifestações espirituais para entender o que estava acontecendo.
Temos que convir que, em certos relatos do Evangelho, existem alguns exageros. Assim, determinados acontecimentos foram colocados buscando valorizar os fatos ou a pessoa quem os produziu. Vejamos, como exemplo, o que consta em Jo 21,25: “Há, porém, muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem escritas uma por uma, creio que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que seriam escritos”.
Dito isso, vamos à 1ª carta aos Coríntios 15, 3-6: “Eu vos transmiti principalmente o que eu mesmo recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, depois aos doze. Em seguida apareceu, de uma só vez, a mais de quinhentos irmãos, dos quais a maior parte vive ainda hoje, embora alguns tenham morrido”. Nenhum dos quatro evangelistas fala que Jesus teria aparecido a quinhentas pessoas, assim podemos supor que pode ser apenas um exagero de Paulo.
Por outro lado, até mesmo a questão de Jesus ter ficado quarenta dias no meio dos discípulos poderíamos entender de outra forma, pois o número 40 possuía, para eles, um significado importante, observem:
O povo hebreu permaneceu 40 anos no deserto;
No dilúvio choveu 40 dias e 40 noites;
Jacó ao morrer ficou 40 dias embalsamado;
Moisés ficou no Sinai 40 dias e 40 noites, quando recebe os Dez Mandamentos;
Deus, por castigo, entrega os israelitas aos filisteus por 40 anos (Jz 13,1);
Em desafio um filisteu se apresenta ao exército hebreu por 40 dias (1Sm 17,16);
Davi reinou por 40 anos (2Sm 5,4);
O templo tinha 40 côvados.(1Rs 6,17);
O reinado de Salomão durou 40 anos (1Rs 11,42);
Elias, após comer o que um anjo lhe dá, caminha 40 dias e 40 noites (1Rs 19,8);
Jesus jejuou 40 dias e 40 noites.
Paulo da Silva Neto Sobrinho
“E que os mortos ressuscitem, é Moisés quem dá a conhecer através do episódio da Sarça Ardente, quando chama ao Senhor: o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; para ele, então, todos são vivos”. (Lc 20,37-38).
Vejam bem, se Jesus, em se referindo a pessoas que haviam morrido, diz que para Deus todos “são vivos” é porque nossa individualidade sobrevive após a morte, em outras palavras, poderia estar dizendo da nossa condição de espíritos eternos. Ao que chamamos de morte é apenas o processo, ao qual nosso espírito, em seu regresso ao plano espiritual de onde veio, devolve à natureza os elementos constitutivos do corpo físico, cuja finalidade era viabilizar o seu desenvolvimento moral e intelectual. Em vista disso, é que devemos entender que a ressurreição de que Jesus falava não era no corpo físico, e sim o ressurgir em espírito. Foi o que aconteceu com ele. Depois de sua morte esteve ainda na terra em seu corpo espiritual, conforme se encontra em Atos: “Após sua paixão, ele lhes mostrou, com muitas provas, que estava vivo, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do Reino de Deus”. (1,3).
Sabemos, por informação dos próprios espíritos, que eles se manifestam em seu corpo espiritual, denominado perispírito. Nele é evidenciada toda a evolução moral do espírito, assim quanto mais luminoso maior evolução e, via de conseqüência, quanto menos luz produzir mais inferior é o espírito. Deve ser pelo motivo de sua luminosidade que, em algumas situações, Jesus não foi reconhecido pelos seus discípulos, como observamos em Mc 16,12: “Depois disto, ele apareceu sob outra forma, a dois deles que estavam a caminho do campo”. Também ao aparecer a Saulo, na estrada de Damasco (At 9, 3-9), veio em sua plenitude espiritual, fato que impossibilitou aos que presenciavam o fenômeno de vê-lo, só ouviram sua voz. Ao narrar esse acontecimento, Paulo diz (At 22,6-9): “... aí pelo meio-dia, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim”, o que confirma o que estamos dizendo sobre o perispírito refletir a evolução moral.
A matéria, igualmente, não oferece nenhuma resistência a esse corpo perispiritual. Vejamos a prova disso, pelo fato de Jesus ter entrado em ambiente fechado: “Oito dias depois, os discípulos se achavam de novo na casa, e Tomé com eles. Jesus entrou, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e os cumprimentou: A paz esteja convosco!”. (Jo 20,26).
Podemos aceitar também que, em algumas circunstâncias, Jesus se materializou diante dos discípulos, nesse caso tornou-se tangível, o que podemos verificar quando diz: “Olhai para minhas mãos e pés: sou eu mesmo! Apalpai-me e vede: um fantasma não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho! Dizendo isto, mostrou-lhes mãos e pés. Mas como hesitavam em acreditar, por causa da muita alegria, e continuavam espantados, Jesus lhes disse: ‘Tendes aqui alguma coisa para comer?’ Deram-lhe um pedaço de peixe grelhado. Ele o tomou e comeu na presença deles”. (Lc 24, 39-43). É bem provável que Jesus, ao se materializar, teve que se comportar como se fosse realmente de carne e osso, tendo em vista que nem os discípulos nem os de sua época tinham conhecimento dos mecanismos das manifestações espirituais para entender o que estava acontecendo.
Temos que convir que, em certos relatos do Evangelho, existem alguns exageros. Assim, determinados acontecimentos foram colocados buscando valorizar os fatos ou a pessoa quem os produziu. Vejamos, como exemplo, o que consta em Jo 21,25: “Há, porém, muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem escritas uma por uma, creio que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que seriam escritos”.
Dito isso, vamos à 1ª carta aos Coríntios 15, 3-6: “Eu vos transmiti principalmente o que eu mesmo recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, depois aos doze. Em seguida apareceu, de uma só vez, a mais de quinhentos irmãos, dos quais a maior parte vive ainda hoje, embora alguns tenham morrido”. Nenhum dos quatro evangelistas fala que Jesus teria aparecido a quinhentas pessoas, assim podemos supor que pode ser apenas um exagero de Paulo.
Por outro lado, até mesmo a questão de Jesus ter ficado quarenta dias no meio dos discípulos poderíamos entender de outra forma, pois o número 40 possuía, para eles, um significado importante, observem:
O povo hebreu permaneceu 40 anos no deserto;
No dilúvio choveu 40 dias e 40 noites;
Jacó ao morrer ficou 40 dias embalsamado;
Moisés ficou no Sinai 40 dias e 40 noites, quando recebe os Dez Mandamentos;
Deus, por castigo, entrega os israelitas aos filisteus por 40 anos (Jz 13,1);
Em desafio um filisteu se apresenta ao exército hebreu por 40 dias (1Sm 17,16);
Davi reinou por 40 anos (2Sm 5,4);
O templo tinha 40 côvados.(1Rs 6,17);
O reinado de Salomão durou 40 anos (1Rs 11,42);
Elias, após comer o que um anjo lhe dá, caminha 40 dias e 40 noites (1Rs 19,8);
Jesus jejuou 40 dias e 40 noites.
Paulo da Silva Neto Sobrinho
A Arma Infalível por Néio Lúcio
Certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo pensamento de
ódio, colocou-o numa carta rude e malcriada e mandou-o para o chefe da
oficina de que fora despedido.
O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis.
E quando o diretor do serviço deu as frases ingratas que o expressava, acolheu-o, desprevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber porque. Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina e, a pretexto de enxergar uma pequena peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
Foi a vez do subchefe tornar-se neurastênico, sem dar o motivo. Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado várias horas e, no instante do almoço, ao invés de alimentar-se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível.
Tão-só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração, em forma de cólera inexplicável. Repentinamente transtornada pelo raio que a feriara e que, até ali, ninguém soubera remover, encaminhou-se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou.
Com palavras indesejáveis inoculou-lhe no coração o estilete invisível.
Agora, era uma pobre menina quem detinha o tóxico mental. Não podendo despejá-lo nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, em vista do enorme débito em dinheiro que seria compelida a aceitar, acercou-se de velho cão, dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe o veneno ponderável'>imponderável, num pontapé de largas proporções.
O animal ganiu e disparou, tocado pela energia mortífera, e, para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa que encontrou na via pública.
Era senhora de um proprietário vizinho que, ferida na coxa, se enfureceu instantaneamente, possuída pela força maléfica. Em gritaria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa em transferir ao enfermeiro que a socorria a vibração amaldiçoada. Crivou-se de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto.
O rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu-se em fera verdadeira. Revidou os golpes recebidos com observações ásperas e saiu, alucinado, para a residência, onde a velha e devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.
- Estou farto! - bradou a senhora - é culpada dos aborrecimentos que me perseguem!
Não suporto mais esta vida infeliz! Fuja de minha frente ! ...
Pronunciou terríveis. Blasfemou. Gritou, colérico, qual louco.
A velhinha, porém, longe de agastar-se, tomou-lhe as mãos e disse-lhe com naturalidade e brandura:
- Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar-se.
No entanto, tenhamos bom ânimo!
Lembremo-nos de Jesus! ... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos regou ...
Abraçou-o, comovida, e afagou-lhe os cabelos!
O filho demorou-se a contemplar-lhe os olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo-lhe desculpas.
Houve então entre os dois uma explosão de íntimas alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus.
A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.
O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis.
E quando o diretor do serviço deu as frases ingratas que o expressava, acolheu-o, desprevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber porque. Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina e, a pretexto de enxergar uma pequena peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
Foi a vez do subchefe tornar-se neurastênico, sem dar o motivo. Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado várias horas e, no instante do almoço, ao invés de alimentar-se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível.
Tão-só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração, em forma de cólera inexplicável. Repentinamente transtornada pelo raio que a feriara e que, até ali, ninguém soubera remover, encaminhou-se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou.
Com palavras indesejáveis inoculou-lhe no coração o estilete invisível.
Agora, era uma pobre menina quem detinha o tóxico mental. Não podendo despejá-lo nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, em vista do enorme débito em dinheiro que seria compelida a aceitar, acercou-se de velho cão, dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe o veneno ponderável'>imponderável, num pontapé de largas proporções.
O animal ganiu e disparou, tocado pela energia mortífera, e, para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa que encontrou na via pública.
Era senhora de um proprietário vizinho que, ferida na coxa, se enfureceu instantaneamente, possuída pela força maléfica. Em gritaria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa em transferir ao enfermeiro que a socorria a vibração amaldiçoada. Crivou-se de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto.
O rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu-se em fera verdadeira. Revidou os golpes recebidos com observações ásperas e saiu, alucinado, para a residência, onde a velha e devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.
- Estou farto! - bradou a senhora - é culpada dos aborrecimentos que me perseguem!
Não suporto mais esta vida infeliz! Fuja de minha frente ! ...
Pronunciou terríveis. Blasfemou. Gritou, colérico, qual louco.
A velhinha, porém, longe de agastar-se, tomou-lhe as mãos e disse-lhe com naturalidade e brandura:
- Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar-se.
No entanto, tenhamos bom ânimo!
Lembremo-nos de Jesus! ... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que o Mestre nos regou ...
Abraçou-o, comovida, e afagou-lhe os cabelos!
O filho demorou-se a contemplar-lhe os olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo-lhe desculpas.
Houve então entre os dois uma explosão de íntimas alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus.
A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.
A Arte de Elevar-se --- Irmão X
Delfim
Mendes era estudante aplicado, na escola do Espiritualismmo cristão,
sempre atencioso nas discussões filosóficas, a cujo brilho emprestava
diligente cooperação; entretanto, fugindo aos testemunhos pessoais no
trabalho renovador, vivia em regime de perenes reclamações. Interpretava
os ricos por gênios malditos do desregramento e os pobres por fantasmas
do desespero.
A cada passo, asseverava sob escura revolta:
- A Terra é um despenhadeiro de sombras sem fim... Como nos livraremos deste horrível sorvedouro?
Tanto se habituou às queixas infindáveis que, certa noite, quando Fabiano, o Espírito-diretor da reunião que freqüentava, expunha conclusões evangélicas de alto sentido, desfechou-lhe vasta dose de extemporâneas indagações:
- Benfeitor amado, como conquistar o desligamento do purgatório'>purgatório do mundo? Por todos os lugares da Terra, vejo a maldade dominante. Nas pessoas incultas reparo a preguiça sistemática. De todos os ângulos da existência, no plano selvagem em que nos encarnamos, surgem aguilhões...
E, quase lacrimejante, rematara:
- Que fazer para fugir desta moradia tenebrosa da expiação?
O Espírito amigo escutou, benevolamente, e quando o silêncio voltou a pesar na assembléia, comentou, bondoso:
- Um homem trabalhador, depois da morte, em razão de certo relaxamento espiritual, foi colhido pelas redes de Satanás e desceu aos infernos, ralado de espanto e dor. Lá dentro, passou a ver as figuras monstruosas que povoavam o abismo e, por muitos dias consecutivos, gemeu nos tanques móveis de lava comburente. Acostumado, porém, ao esforço ativo, pouco a pouco se esqueceu dos poços vulcânicos que o cercavam e sentiu fome de trabalho benéfico. Arrastou-se, dificilmente, para fora da cratera em que jazia atolado até à cintura e, depois de perambular pelas margens, à maneira dum réptil, encontrou um diabo menor, com o braço desconjuntado, e deu-se pressa em socorrê-lo. Esforçou-se, ganhou posição sobre uma trípode, que se destinava ao arquivo de velhas tridentes esfogueadas, e agiu, tecnicamente, restituindo-lhe o equilíbrio. O perseguidor, algo comovido, incumbiu-se de melhorar-lhe a ficha. Daí a momentos, uma sereia perversa passou, exibindo defeituosa túnica, como quem se dirigia a zonas festivas. O prestimoso internado pediu permissão para ajudá-la, afirmando haver trabalhado num instituto de beleza terrestre, e tantos laçarotes lhe aplicou à vestimenta que a criatura diabólica se afastou, reconhecida. Continuando a arrastar-se, encontrou um grupo de condenados a cavar profunda cisterna, e, conhecedor que era do problema, forneceu-lhes valiosas instruções. Encorajado pelos elogios de todos, seguiu caminho para diante, no pavoroso domínio de que era prisioneiro, encontrando um gigante do mal, caído por terra, a vomitar lodo e sangue, depois de conflito feroz com poderoso inimigo, mais vigoroso em brutalidade. O dedicado colaborador do bem apiedou-se dele e guardou-lhe a horrenda cabeça entre as mãos. Como não possuísse adequado material de socorro, soprou-lhe ao coração, com o desejo ardente de infundir-lhe novo ânimo e, com efeito, o gênio maléfico despertou, sensibilizado, e contemplou-o com o enternecimento que lhe era possível. A fama do piedoso sentenciado espalhou-se e um dos grandes representantes de Satanás chegou a solicitar-lhe os serviços num caso melindroso, em que se fazia imperiosa a colaboração de uma pessoa competente, humilde e discreta. Com tamanho acerto agiu o encarcerado que a direção do abismo conferiu-lhe o direito da palavra. E o trabalhador, lembrando o ensinamento do Mestre que determina seja dado a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, não afiançou, de público, que os demônios deviam ser multiplicados, mas começou a dizer que os gênios das sombras eram grandes senhores, naturalmente por Vontade do Eterno, e que deviam ser respeitados em seus tronos de borralho luminescente, acrescentando, mais, que tanto quanto o buril que aperfeiçoa a pedra é honrado pelo ingrato labor que desempenha, assim também os diabos deviam ser reverenciados por benfeitores das almas, lapidando-as para a espiritualidade superior. Multiplicando pregações de amor, obediência e esperança, fez-se querido de todo o povo das trevas, imperando nas almas das vítimas e dos verdugos. Desde então, com assombro comum, o padrão de sofrimento no inferno começou a baixar. As almas atormentadas adquiriram vasta paciência, as imprecações e blasfêmias foram atenuadas, os gemidos quase desapareceram e os próprios algozes multisseculares se comoviam, inesperadamente, aos primeiros vagidos da piedade que lhes nascia no peito. Alterou-se a situação de tal maneira que Satanás, em pessoa, veio observar a mudança e, depois de informado quanto aos estranhos acontecimentos, ordenou que o trabalhador fosse expulso. Naturalmente aquele homem estaria no inferno, em razão de algum equívoco, e a permanência dele, no trevoso país de que era soberano, perturbava-lhe os projetos. Desse momento em diante, o servidor do trabalho digno fez-se livre, colocando-se na direção do Reino da Paz...
Nesse ponto, o guia espiritual interrompeu a narrativa e, talvez porque Delfim Mendes o contemplasse, expectante, riu-se, bondoso, e concluiu:
- Você, Delfim, sente-se na Terra como se estivesse no inferno, Pense, fale e procure agir, como se fosse no Céu, e o próprio mundo restituirá você ao Paraíso, compreende?
O irrequieto companheiro enterrou a cabeça nas mãos alongadas, mas não respondeu.
A cada passo, asseverava sob escura revolta:
- A Terra é um despenhadeiro de sombras sem fim... Como nos livraremos deste horrível sorvedouro?
Tanto se habituou às queixas infindáveis que, certa noite, quando Fabiano, o Espírito-diretor da reunião que freqüentava, expunha conclusões evangélicas de alto sentido, desfechou-lhe vasta dose de extemporâneas indagações:
- Benfeitor amado, como conquistar o desligamento do purgatório'>purgatório do mundo? Por todos os lugares da Terra, vejo a maldade dominante. Nas pessoas incultas reparo a preguiça sistemática. De todos os ângulos da existência, no plano selvagem em que nos encarnamos, surgem aguilhões...
E, quase lacrimejante, rematara:
- Que fazer para fugir desta moradia tenebrosa da expiação?
O Espírito amigo escutou, benevolamente, e quando o silêncio voltou a pesar na assembléia, comentou, bondoso:
- Um homem trabalhador, depois da morte, em razão de certo relaxamento espiritual, foi colhido pelas redes de Satanás e desceu aos infernos, ralado de espanto e dor. Lá dentro, passou a ver as figuras monstruosas que povoavam o abismo e, por muitos dias consecutivos, gemeu nos tanques móveis de lava comburente. Acostumado, porém, ao esforço ativo, pouco a pouco se esqueceu dos poços vulcânicos que o cercavam e sentiu fome de trabalho benéfico. Arrastou-se, dificilmente, para fora da cratera em que jazia atolado até à cintura e, depois de perambular pelas margens, à maneira dum réptil, encontrou um diabo menor, com o braço desconjuntado, e deu-se pressa em socorrê-lo. Esforçou-se, ganhou posição sobre uma trípode, que se destinava ao arquivo de velhas tridentes esfogueadas, e agiu, tecnicamente, restituindo-lhe o equilíbrio. O perseguidor, algo comovido, incumbiu-se de melhorar-lhe a ficha. Daí a momentos, uma sereia perversa passou, exibindo defeituosa túnica, como quem se dirigia a zonas festivas. O prestimoso internado pediu permissão para ajudá-la, afirmando haver trabalhado num instituto de beleza terrestre, e tantos laçarotes lhe aplicou à vestimenta que a criatura diabólica se afastou, reconhecida. Continuando a arrastar-se, encontrou um grupo de condenados a cavar profunda cisterna, e, conhecedor que era do problema, forneceu-lhes valiosas instruções. Encorajado pelos elogios de todos, seguiu caminho para diante, no pavoroso domínio de que era prisioneiro, encontrando um gigante do mal, caído por terra, a vomitar lodo e sangue, depois de conflito feroz com poderoso inimigo, mais vigoroso em brutalidade. O dedicado colaborador do bem apiedou-se dele e guardou-lhe a horrenda cabeça entre as mãos. Como não possuísse adequado material de socorro, soprou-lhe ao coração, com o desejo ardente de infundir-lhe novo ânimo e, com efeito, o gênio maléfico despertou, sensibilizado, e contemplou-o com o enternecimento que lhe era possível. A fama do piedoso sentenciado espalhou-se e um dos grandes representantes de Satanás chegou a solicitar-lhe os serviços num caso melindroso, em que se fazia imperiosa a colaboração de uma pessoa competente, humilde e discreta. Com tamanho acerto agiu o encarcerado que a direção do abismo conferiu-lhe o direito da palavra. E o trabalhador, lembrando o ensinamento do Mestre que determina seja dado a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, não afiançou, de público, que os demônios deviam ser multiplicados, mas começou a dizer que os gênios das sombras eram grandes senhores, naturalmente por Vontade do Eterno, e que deviam ser respeitados em seus tronos de borralho luminescente, acrescentando, mais, que tanto quanto o buril que aperfeiçoa a pedra é honrado pelo ingrato labor que desempenha, assim também os diabos deviam ser reverenciados por benfeitores das almas, lapidando-as para a espiritualidade superior. Multiplicando pregações de amor, obediência e esperança, fez-se querido de todo o povo das trevas, imperando nas almas das vítimas e dos verdugos. Desde então, com assombro comum, o padrão de sofrimento no inferno começou a baixar. As almas atormentadas adquiriram vasta paciência, as imprecações e blasfêmias foram atenuadas, os gemidos quase desapareceram e os próprios algozes multisseculares se comoviam, inesperadamente, aos primeiros vagidos da piedade que lhes nascia no peito. Alterou-se a situação de tal maneira que Satanás, em pessoa, veio observar a mudança e, depois de informado quanto aos estranhos acontecimentos, ordenou que o trabalhador fosse expulso. Naturalmente aquele homem estaria no inferno, em razão de algum equívoco, e a permanência dele, no trevoso país de que era soberano, perturbava-lhe os projetos. Desse momento em diante, o servidor do trabalho digno fez-se livre, colocando-se na direção do Reino da Paz...
Nesse ponto, o guia espiritual interrompeu a narrativa e, talvez porque Delfim Mendes o contemplasse, expectante, riu-se, bondoso, e concluiu:
- Você, Delfim, sente-se na Terra como se estivesse no inferno, Pense, fale e procure agir, como se fosse no Céu, e o próprio mundo restituirá você ao Paraíso, compreende?
O irrequieto companheiro enterrou a cabeça nas mãos alongadas, mas não respondeu.
HEREDITARIEDADE e REENCARNAÇÃO, qual a relação ?
O espiritismo de maneira nenhuma descarta a hereditariedade, antes a
confirma, mas não é a hereditariedade a causa primária dos distúrbios
orgânicos bem como dos transtornos de natureza psicológica e
psiquiátrica, porque a carga de natureza genética é, por si mesma, um
efeito, porquanto o Espírito, quando se vai reencarnar, ao vincular-se
ao espermatozoide encarregado de fecundar o óvulo, imprime no código
genético aquilo de que tem necessidade
para o processo da evolução e, por isso, cada qual irá reencarnar-se no
grupo espiritual, familial de que necessite, a fim de poder desenvolver
os caracteres que propiciem a manifestação da enfermidade depuradora do
futuro, tais as degenerecências de Alzheimer, de Parkinson, de esclerose
múltipla e de outras, encontrando no fator genético os elementos
programadores da reencarnação. O mesmo ocorre em relação à saúde, aos
valores positivos do bem-estar, da inteligência, da memória e das
aptidões artísticas.
Fonte: Divaldo Pereira Franco- “Doenças ou Transtornos Espirituais?”- AME-MG, página 124
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Turbulências - Divaldo Franco
O mundo está em turbulência de todo jaez.
A violência – esse monstro insaciável – continua na sua faina destruidora, utilizando-se de personagens psicopatas, a fim de mais intranquilizar a sociedade.
A violência – esse monstro insaciável – continua na sua faina destruidora, utilizando-se de personagens psicopatas, a fim de mais intranquilizar a sociedade.
A tragédia terrorista vivida por Barcelona, há poucos dias, com a
inacreditável conduta do atropelador numa das suas Ramblas, assassinando
pessoas descomprometidas com os acontecimentos políticos e econômicos
da Humanidade, incluindo crianças, estarrece-nos a todos. Noutras
cidades do planeta o terror atira os seus lobos solitários contra
quaisquer vítimas que se encontrem nos seus torpes caminhos e os
assassinam friamente, criando o clima de horror em toda parte. Alguns
deles, agindo em nome de um Deus monstruoso que encontra albergue na
religião que professam, outros por paixões políticas de expansionismo,
mais outros, simplesmente, porque lhes compraz matar, multiplicam-se
como erva má em toda parte.
Hemos de convir que já não deveriam existir na Terra, após os esforços da cultura e da civilização, das ciências e da tecnologia avançada, biótipos humanos chafurdando nos pântanos das psicopatologias terríveis, no entanto, por toda parte encontramos esses portadores do crime de toda espécie, comprazendo-se com os atos ultrajantes que realizam.
Ocorre que a Terra ainda é um planeta de provas e expiações, como afirmou Allan Kardec, o dor'>codificador do Espiritismo, e nos encontramos em um momento de transição evolutiva muito grave.
À semelhança do que acontece com o Espírito, que evolui através das reencarnações, também os mundos habitados mudam de psicosfera, a fim de albergar aqueles que alcançam estágio elevado, equivalente aos Céus das tradições religiosas. Mas, de maneira idêntica, outros se encontram em estado primitivo, experimentando toda forma de inferioridade, como se fossem os Infernos das mesmas tradições.
O amor de Deus, no entanto, está sempre agindo de maneira a facultar a todos a conquista da harmonia e da sabedoria.
Incontáveis Espíritos que permaneciam na psicosfera da Terra, atrelados à ignorância e ao primarismo, estão fruindo a oportunidade de reencarnar-se, melhorando a situação moral para mudar de estado. Entretanto, aferrados aos instintos básicos, nos quais a crueldade tem primazia, formam essas hordas criminosas e atacam os demais, com objetivos sórdidos de dominar mentes e consciências, em processo de subjugação obsessiva em que se comprazem.
Cuide cada criatura da sua vida psíquica e moral, a fim de sintonizar com os Benfeitores espirituais, resguardando-se do mal que se espraia largamente.
Contribuamos para a melhora do mundo, produzindo a própria transformação, criando a sociedade do bem a que aspiramos.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 24-08-2017
Hemos de convir que já não deveriam existir na Terra, após os esforços da cultura e da civilização, das ciências e da tecnologia avançada, biótipos humanos chafurdando nos pântanos das psicopatologias terríveis, no entanto, por toda parte encontramos esses portadores do crime de toda espécie, comprazendo-se com os atos ultrajantes que realizam.
Ocorre que a Terra ainda é um planeta de provas e expiações, como afirmou Allan Kardec, o dor'>codificador do Espiritismo, e nos encontramos em um momento de transição evolutiva muito grave.
À semelhança do que acontece com o Espírito, que evolui através das reencarnações, também os mundos habitados mudam de psicosfera, a fim de albergar aqueles que alcançam estágio elevado, equivalente aos Céus das tradições religiosas. Mas, de maneira idêntica, outros se encontram em estado primitivo, experimentando toda forma de inferioridade, como se fossem os Infernos das mesmas tradições.
O amor de Deus, no entanto, está sempre agindo de maneira a facultar a todos a conquista da harmonia e da sabedoria.
Incontáveis Espíritos que permaneciam na psicosfera da Terra, atrelados à ignorância e ao primarismo, estão fruindo a oportunidade de reencarnar-se, melhorando a situação moral para mudar de estado. Entretanto, aferrados aos instintos básicos, nos quais a crueldade tem primazia, formam essas hordas criminosas e atacam os demais, com objetivos sórdidos de dominar mentes e consciências, em processo de subjugação obsessiva em que se comprazem.
Cuide cada criatura da sua vida psíquica e moral, a fim de sintonizar com os Benfeitores espirituais, resguardando-se do mal que se espraia largamente.
Contribuamos para a melhora do mundo, produzindo a própria transformação, criando a sociedade do bem a que aspiramos.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 24-08-2017
HEREDITARIEDADE e REENCARNAÇÃO, qual a relação ?
HEREDITARIEDADE e REENCARNAÇÃO, qual a relação ?
O espiritismo de maneira nenhuma descarta a hereditariedade, antes a confirma, mas não é a hereditariedade a causa primária dos distúrbios orgânicos bem como dos transtornos de natureza psicológica e psiquiátrica, porque a carga de natureza genética é, por si mesma, um efeito, porquanto o Espírito, quando se vai reencarnar, ao vincular-se ao espermatozoide encarregado de fecundar o óvulo, imprime no código genético aquilo de que tem necessidade para o processo da evolução e, por isso, cada qual irá reencarnar-se no grupo espiritual, familial de que necessite, a fim de poder desenvolver os caracteres que propiciem a manifestação da enfermidade depuradora do futuro, tais as degenerecências de Alzheimer, de Parkinson, de esclerose múltipla e de outras, encontrando no fator genético os elementos programadores da reencarnação. O mesmo ocorre em relação à saúde, aos valores positivos do bem-estar, da inteligência, da memória e das aptidões artísticas.
O espiritismo de maneira nenhuma descarta a hereditariedade, antes a confirma, mas não é a hereditariedade a causa primária dos distúrbios orgânicos bem como dos transtornos de natureza psicológica e psiquiátrica, porque a carga de natureza genética é, por si mesma, um efeito, porquanto o Espírito, quando se vai reencarnar, ao vincular-se ao espermatozoide encarregado de fecundar o óvulo, imprime no código genético aquilo de que tem necessidade para o processo da evolução e, por isso, cada qual irá reencarnar-se no grupo espiritual, familial de que necessite, a fim de poder desenvolver os caracteres que propiciem a manifestação da enfermidade depuradora do futuro, tais as degenerecências de Alzheimer, de Parkinson, de esclerose múltipla e de outras, encontrando no fator genético os elementos programadores da reencarnação. O mesmo ocorre em relação à saúde, aos valores positivos do bem-estar, da inteligência, da memória e das aptidões artísticas.
Fonte: Divaldo Pereira Franco- “Doenças ou Transtornos Espirituais?”- AME-MG, página 124
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