sábado, 8 de julho de 2017

Quanto custa um abraço?

Um dia desses, ao ouvir uma música cantada pela banda mineira, Jota Quest, que dizia: o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço, passei a me questionar quanto custa um abraço.



Nos anos 70, o ilustre cantor e compositor Gilberto Gil, em tributo à cidade maravilhosa, mencionava, dentre outros, o velho guerreiro Chacrinha, a população do Realengo, a torcida do Flamengo e todo o povo brasileiro, cantando aquele abraço.
O inesquecível velho guerreiro, em seus programas de TV, chamava pela Terezinha, mandando-lhe aquele abraço.
Pensando bem, são vários os tipos de abraços no cotidiano.
Os abraços das despedidas e os abraços das chegadas.
Os abraços das vitórias e os abraços das derrotas.
Os abraços entre lágrimas e os abraços entre risos.
Os abraços de incentivo plantando e fazendo brotar as esperanças.
Há, também, os abraços EAD, que são os abraços a distância, quando enviados através de um telefonema ou de uma carta, modalidades estas que estão seguindo a galope para os mundos dos desusos.
Existe, inclusive, o abraço terceirizado, já que estamos em época de terceirização. É aquele abraço quando alguém diz para o outro: mande o meu abraço pro fulano, ou pro ciclano ou beltrano.
Ocorre, também, os abraços de compromissos abnegados, quando alguém diz: estou abraçando a causa de…
Interessante que os abraços vão com os que seguem e ficam com os que não foram.
Então, amigo leitor, eis a questão: quanto custa um abraço?
Um abraço não custa apenas um abraço.
Através de um abraço ocorre o calor das trocas de energias positivas, dos bons sentimentos, do restabelecimento da amizade e de tantos outros compromissos.
Através de um abraço, ressurgem os encontros de reparação e os encantos dos amores sinceros.
Através de um abraço de um pai e/ou de uma mãe, é repassada aos filhos a confiança da proteção e do amparo para a vida.
De braços e abraços a humanidade precisa para a busca da felicidade, do entendimento recíproco e da compreensão do verdadeiro sentido da vida, a fim de prepararar a terra (= a intimidade de cada um) para receber e fazer brotar a semente da esperança, que se movimenta em paz para o mundo de fraternidade.

Afinal, quanto custa um abraço?


Autor: Hyerohydes Gonçalves

Travessia do Primeiro Limiar: Os primeiros passos no Espiritismo

Você já sentiu isso?



Aquela onda de pensamentos te questionando sobre suas próprias capacidades?
E quando você olha para si, percebe que muitas vezes está paralisado. Então uma chuva de perguntas começam a surgir na sua cabeça:

“Será que eu consigo? Será que eu vou me dar bem nisso? Será que vão me aceitar?”
A insegurança te faz dar ouvidos a esses questionamentos. Então você começa a acreditar que não é capaz de realizar algo.
Mas agora você já está no jogo. A aventura começou e você está prestes a atravessar o limiar que separa seu mundo antigo de um novo e misterioso mundo. Na Jornada do Herói, esse mundo é chamado de Mundo Especial!
Se você já sentiu isso e agora começa a dar seus primeiros passos no Espiritismo, este artigo irá mostrar exatamente o que você pode fazer para se sentir mais seguro, confortável e preparado para lidar com esse Mundo Especial.

O Espiritismo como o Mundo Especial

“Finalmente, o herói se compromete com sua aventura e entra plenamente no Mundo Especial da história pela primeira vez — ao efetuar a Travessia do Primeiro Limiar.” (Christopher Vogler)
O pensador espírita Léon Denis afirmou que o Espiritismo veio para ser o futuro das religiões, e não a religião do futuro. Isso porque as ideias espíritas serão amplamente difundidas para todas as pessoas, crenças e religiões.
Ter conhecimento sobre a reencarnação, mediunidade e leis divinas nos faz sentir que a vida tem um sentido maior. E sempre que você se sentir confuso com algum assunto, saberá que com pesquisa e estudo encontrará as respostas que precisa.
Então agora que você está diante dos pensamentos espíritas, abra-se para receber novas informações. Mas lembre-se de que o Espiritismo, antes de mais nada, é uma ciência de observação e filosofia de vida. Ou seja, não aceite tudo que chegar até você logo de cara!
Continue lendo este artigo para saber mais sobre como lidar com as primeiras situações envolvendo o estudo e conhecimento do Espiritismo.
4 maneiras de dar os primeiros passos no Espiritismo
O primeiro passo geralmente é o mais difícil. Se você chegou até aqui é porque se sente mais confiante de que pode seguir adiante.
Então vou compartilhar com você 4 dicas para dar o segundo, terceiro e todos os próximos passos no Espiritismo. A dica #3 é importantíssima!

PRIMEIRO DIA DE AULA NO CENTRO:

Chegar ao centro para começar um curso de doutrina pode parecer assustador. Mas você perceberá que é um estudo como outros que já vivenciou, seja na escola ou faculdade. A diferença está no tema a ser estudado.
Ler brevemente sobre o tema da aula seguinte vai te ajudar a elaborar as perguntas que tem sobre aquele assunto. Quando você elabora perguntas, desenvolve ainda mais a capacidade de buscar informações mais completas, confiáveis e seguras.
Cada pessoa tem uma maneira de aprender. Seja através da escuta, das imagens ou mesmo da prática. Descubra qual dessas formas mais funciona para você e use-a no curso.

LENDO AS OBRAS DE ALLAN KARDEC:

A codificação da Doutrina Espírita tem muitas informações para serem conhecidas. Mas nós sabemos que é impossível absorver tudo de uma só vez! Então ter foco em questões pontuais vai te ajudar a aprender de maneira mais profunda e duradoura.
Ler apenas não basta. É preciso extrair daquelas palavras o máximo de entendimento que você puder. E se ainda assim algo não fizer sentido, a internet é um campo imenso de conteúdos que podem te ajudar a entender. Isso tem tudo a ver com a próxima dica…

ESTUDAR O ESPIRITISMO PELA INTERNET:

O conhecimento está a poucos cliques de distância! E ele pode ser adquirido através de vídeos, textos, podcasts e sites, bastando você pesquisar o tema que deseja se aprofundar.
Aqui retomamos o caráter questionador do Espiritismo. Então faça perguntas, pesquise o que estudiosos falaram sobre o tema e cruze as informações com referências que te passam credibilidade.
Ouvi dizer que um senhor francês chamado Allan Kardec fez algo muito semelhante a isso para escrever a Revista Espírita! (Recomendo muito que você conheça a Revista Espírita, lá existem informações incríveis sobre a Doutrina Espírita).

LIVRO PARA LER E LIVRO PARA ESTUDAR:

No Espiritismo foram escritas muitas obras do gênero romance. E também há muitas controvérsias sobre elas! Sim, isso se dá pois algumas dessas obras trazem informações que não são totalmente confiáveis sobre o mundo espiritual.
Mas o mais importante disso tudo é saber diferenciar as obras para leitura das obras para estudo. E nós só conseguiremos fazer isso se… lermos!
Então se você tem mais facilidade com romances e tem vontade de ler esse tipo de conteúdo, saiba que está tudo bem! Leia, filtre o que achar importante e questione o que achar que não faz sentido pra você.
Aproveite também para ler um pouco por dia das obras de Kardec. Isso te ajudará a compreender ainda mais as ideias espíritas e o “funcionamento” do plano espiritual, a partir dos próprios espíritos! Então você perceberá como esses dois gêneros se complementam e enriquecem seu conhecimento.
Continue a jornada!
Imagine que você tem um mapa em suas mãos. E agora você tem mais informações para chegar ao seu destino. Sim, a jornada ainda será longa e terá mais etapas. Mas você já está se tornando uma pessoa melhor do que quando começou.
Espero que essas dicas tenham te ajudado! Adoraria receber seu comentário dizendo qual delas é mais importante para sua vida neste momento. Deixe sua mensagem no final deste artigo. Uma jornada compartilhada é uma jornada ainda mais completa!
No próximo artigo, nós vamos conhecer os aliados, inimigos e principais desafios que podem surgir em nosso caminho.

Artigo feal (Fundação Espírita André Luiz, Guarulhos S.P)

O Problema da Paciência

Muitos de nós – ou mesmo a maioria – podemos estar em conflito com os pedidos que fazemos a Deus no campo da paciência.



Ao amanhecer, pedimos a Deus que nos dê paciência para resolvermos os desafios do dia. Logo nos aparece uma situação difícil que nos tire do sério.
Ficamos inconformados diante dos desafios e questionamos a Deus:
– Quanto mais lhe peço paciência, mais complicação me aparece.
Por que isso acontece?
Talvez um simples silêncio, de alguém que cumprimentamos, já é motivo para nos tirar do sério; talvez por que o café da manhã não estava ao nosso gosto trivial; ou mesmo por causa da visita inesperada de alguém que julgamos inconveniente.
Agora, imaginemos se sairmos de casa atrasados para o serviço; e, de repente, no meio do caminho, depararmos com um engarrafamento no trânsito!
E então, como procederemos? Dispensa comentários?!!!
Muitos até brincam, enquanto muitos até questionam contundentemente:
– Não mais pedirei a Deus paciência, porque toda vez que lhe peço paciência, algo me aparece e me tira do sério…
* * *
Na verdade, a coisa é simples assim:
– Estamos todos nós, indistintamente, submetidos à Lei do Progresso, percorrendo pela eternidade através das sendas evolutivas a que nos cabe.
No nosso caso, amigo leitor, estamos na lida das provas e das expiações desta tão abençoada oficina Terra, na busca do auto aprimoramento moral e espiritual que compete a cada um de nós em particular.
Eis um grande questionamento:
– Como evoluir sem que haja uma situação adversa, um desafio a vencer, um fator complicador???
Ah! Então o amigo leitor poderia me contradizer:
– Então a coisa não é tão simples assim!!!
É e não é!!! Defendo-me!
É simples assim:
Se entendermos que a paciência é uma virtude que desenvolvemos com esforço próprio. E uma vez adquirida, integra-se ao nosso patrimônio espiritual. Ou seja: uma vez averbada ao nosso patrimônio espiritual, jamais a perderemos. É uma conquista para sempre.
Por exemplo: Se perdemos a paciência com alguém ou com uma situação ou coisa, é porque ainda não a temos.
É o contrário do que se refere aos bens materiais. Se perdemos um bem material, é porque o temos.
Com a paciência é diferente: se a perdemos é porque não a temos; se a temos não a perderemos.
Então, quando pedimos a Deus paciência, é lógico que Ele, Pai de amor e bondade, todo misericordioso, prontamente nos ajuda a desenvolvê-la, fornecendo-nos os meios e os instrumentos necessários, traduzidos, por exemplo, numa pessoa de difícil relacionamento, ou numa situação que nos requer esforço de compreensão.
É como desenvolver a musculatura da paciência, exercitando em nós a ciência da paz; a paz consciente que se desenvolve de dentro de nós, ao lidar com as situações da vida, resolvendo-as… e resolvendo os conflitos de nós mesmos nas sendas evolutivas pelo caminho da eternidade.
Não é tão simples assim:
Se acharmos que cabe a Deus resolver todos os nossos problemas sem o nosso concurso.
Que ao pedir a Deus paciência, Ele tenha de nos dar tão somente tranquilidade, vida paradisíaca e resolver tudo por nós.
* * *
Então, caro leitor, é ou não é tão simples assim?!!!


Autor: Yé Gonçalves

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Enquanto você dormia…





Durante as horas de sono, enquanto o corpo físico repousa, nós ficamos relativamente livres, temporariamente libertos do peso da matéria. O que cada um de nós faz nessas horas? Depende da vontade, do que se passa em nosso íntimo, depende do nosso grau de adiantamento moral, da nossa força mental, depende de uma série de fatores que pouca gente conhece. Isso é estudado profundamente na Projeciologia, do Waldo Vieira.
Mas há ocasiões em que vamos para lugares muito melhores do que os lugares em que vivemos hoje. Fazemos coisas mais agradáveis do que as coisas que costumamos fazer e, o mais importante, convivemos com pessoas de quem sentimos muita falta.
Por mais que você ame quem está ao seu lado, sua família, seus parentes e amigos, nós vivemos em pleno laboratório de pesquisas. A matéria é mais ou menos isso, um laboratório onde testamos nossos conhecimentos e experiências adquiridos através de incontáveis reencarnações e durante os intervalos entre uma reencarnação e outra.
E na turbulência do dia-a-dia, no mundo competitivo e agitado, é raro termos tempo e oportunidade para simplesmente viver. Temos inúmeras responsabilidades aqui. E nem sempre estamos bem certos do que fazemos. Quando reencarnamos, não trazemos um roteiro que possa ser consultado a qualquer hora. É tudo intuitivo…
Quando estamos temporariamente livres da matéria por ocasião do sono, temos a oportunidade de conviver com pessoas a quem muito amamos e que muito nos amam. Cada um de nós tem sua parentela espiritual. Cada um de nós tem laços de amor e amizade com espíritos muito superiores a nós, que zelam por nossa passagem pela matéria. São esses espíritos que muitas vezes nos socorrem em momentos de maior dificuldade, nos incutindo ideias de bom ânimo, de esperança e de certeza de que no final tudo dá certo.
Enquanto o corpo físico está atirado sobre a cama, você pode estar matando a saudade de antigos amores fraternos, ouvindo bons conselhos, assistindo palestras, participando de cursos, relembrando experiências agradáveis de outras vidas como forma de recobrar forças e ânimo pra continuar a tarefa.
Então, quando você acorda, não sabe onde estava, com quem estava ou o quê estava fazendo. Mas sabe que estava num lugar extremamente agradável e calmo, com pessoas amadas, boas e pacíficas, fazendo algo de útil e instrutivo. Você desperta com a convicção de que esteve num lugar que você conhece, esteve com pessoas muito íntimas, e estava tratando de assuntos que você conhece muito bem, você sabe perfeitamente do que se trata, embora seu cérebro físico não tenha essa lembrança.
Quando você acorda e percebe que era um sonho, que a sua realidade é outra, talvez a sua primeira impressão seja de decepção. Você gostaria de ficar por lá, você preferiria que a sua realidade fosse aquela e não esta. Mas logo você se conforma, você sabe, intuitivamente, que voltar pra lá é uma questão de tempo. De tempo e de merecimento.
A sua realidade, hoje, agora, é aqui. Você tem uma enorme responsabilidade aqui. A sua responsabilidade não se restringe às pessoas que você conhece. A sua família não é composta só pelas pessoas que estão encarnadas aqui, com você. Há espíritos desencarnados que fazem parte do seu grupo, que estão inseridos no contexto da sua experiência terrena.
O processo reencarnatório passa por um grande e complexo planejamento, que nós estamos longe de apreender. Mas é muito provável que alguns espíritos contam com você, esperam que você faça o que foi planejado, dependem de você, até certo ponto, para poderem colocar em prática o que foi planejado para eles. Tudo está interligado.
Por isso, de vez em quando, somos chamados junto aos nossos espíritos queridos. Para relembrar o planejamento, para retificar pontos que fugiram do controle, para modificar estratégias. A sensação que guardamos conosco, as lembranças vagas que ficam, quando despertamos, nos afiançam de que vale a pena se esforçar, vale a pena cumprir com a nossa parte.

Morel Felipe Wilkon

O Centro espírita simples é e sempre será o baluarte da Terceira Revelação (Jorge Hessen)




O Espiritismo sonhado por Kardec era o mesmo Espiritismo que Chico Xavier exemplificou por mais de setenta anos, ou seja, o Espiritismo do Centro Espírita modesto; da visita e socorro aos desprovidos de bens, da distribuição da roupa, do pão, da “sopa fraterna”, da água fluidificada, do Evangelho no Lar. O grande desafio da Terceira Revelação deve ser o crescimento, sem perder a simplicidade que a caracteriza como revelação..
Reafirmamos sempre que o movimento Espírita institucionalizado e “oficial” se estrutura sob direção hierarquizado, elitista, mercantilista e vocação vaticanista de infalibilidade. O que os Espíritas precisam é observar, com mais critério, os fundamentos doutrinários que nos impele à íntima reforma moral. Nessa tarefa, individual, intransferível e impostergável, está a nossa melhor e obrigatória colaboração para com o avanço moral do Planeta em que vivemos, pois, moralizando-se cada unidade, moraliza-se o conjunto.
Um grande exemplo de espírita que viveu longe do chamado Espiritismo “oficial” e anti-burocrático foi Chico Xavier. Que dizia sempre sobre a necessidade da preservação do Espiritismo tal qual nos entregaram os Mensageiros do amor, bebendo-lhe a água pura, sem macular-lhe a cristalina fonte. A maior frustração de Paulo de Tarso se deu exatamente no Aerópago de Atenas, quando os sabichões de então o dispensaram, alegando que haveriam de ouvi-lo em outra oportunidade.
O filho de Pedro Leopoldo lembrava que o Espiritismo desejável é aquele das origens, o que nos faz lembrar Jesus, ou seja, o Espiritismo Consolador prometido, o Espiritismo em sua feição pura e simples, o Espiritismo do espírita pobre, desempregado, que hoje não pode pagar taxas e ingressar nos pomposos eventos. O Espiritismo desejável é aquele dos velhos, das crianças, da natureza, do “céu aberto” ou debaixo das árvores. Por que não?
Chico Xavier, em 1977, advertiu: “É preciso fugir da tendência à ‘elitização’ no seio do movimento espírita (…) o Espiritismo veio para o povo. É indispensável que o estudemos junto com as massas mais humildes, social e intelectualmente falando, e deles nos aproximarmos (…). Se não nos precavermos, daqui a pouco estaremos em nossas Casas Espíritas, apenas, falando e explicando o Evangelho de Cristo às pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais (…).” [1]
Elogiemos os congressos, simpósios, seminários, encontros importantes para a divulgação e à troca de experiências doutrinárias, mas não podemos esquecer que a Doutrina Espírita não se tranca nos salões luxuosos, não se enclausura nos anfiteatros acadêmicos e nem se escraviza à liderança “oficial”. À semelhança do Cristianismo dos tempos apostólicos, o Espiritismo é dos Centros Espíritas simples, muitos deles localizados nas periferias das grandes cidades, nos morros, nas favelas, nos subúrbios.
Graças a Deus!, há muitos Centros Espíritas bem dirigidos em vários municípios do País. Graças a esses Espíritas e médiuns humildes, o Espiritismo haverá de se manter simples e coerente, no Brasil e quiçá no Mundo, conforme os Benfeitores do Senhor o entregaram a Allan Kardec.
A liderança “oficial” do movimento espírita brasileiro não acompanha a expansão da base, ou seja, dos centros espíritas (não estou fazendo referências aos centrões espíritas luxuosos). Há muito a ser realizado para a compreensão da união entre os espíritas – como laço moral, solidário e espiritual. O respeito à diversidade das situações e condições dos centros espíritas, e o conhecimento dessas realidades para o melhor atendimento e apoio às reais demandas das diversificadas instituições. O trabalho de união deve ser constantemente adequado às bases do movimento, ou seja-os legítimos centros espíritas.
Em suma, reafirmamos que o progresso da Doutrina dos Espíritos não advirá por meio de lideranças hierarquizadas, místicas e mercantilistas à semelhança dos vendilhões do templo. O grande desafio será difundir o Espiritismo gradualmente através do intercâmbio fraterno do “boca a boca”, “pessoa a pessoa”, “consciência a consciência”, “ombro a ombro”, sem absoluta necessidade das algemas burocráticas de instituições e lideranças “oficiais” que se apropriaram do Movimento doutrinário com precários lastros de amor, desprendimento e humildade.
Pensemos nisso!

Jorge Hessen

Referência:
[1] Entrevista concedida ao Dr. Jarbas Leone Varanda e publicada no jornal uberabense O Triângulo Espírita, de 20 de março de 1977, e publicada no Livro intitulado Encontro no Tempo, org. Hércio M.C. Arantes, Editora IDE/SP/1979

Você sabe o que é:ELEMENTAIS?

Elementais são espíritos que vivem na natureza e não há nada de místico nisso.




A seguir algumas explicações de Divaldo Franco sobre esse assunto.

Entrevista com Divaldo Franco sobre Espíritos elementais

Transcrito da Revista Allan Kardec.

Existem os chamados Espíritos elementais ou Espíritos da Natureza?

Divaldo Franco – Sim, existem os espíritos que contribuem em favor do desenvolvimento dos recursos da Natureza. Em todas as épocas eles foram conhecidos, identificando-se através de nomenclatura variada, fazendo parte mitológica dos povos e tornando-se alguns deles ‘deuses’, que se faziam temer ou amar.

Qual é o estágio evolutivo desses espíritos?

DF – Alguns são de elevada categoria e comandam os menos evoluídos, que se lhes submetem docilmente, elaborando em favor do progresso pessoal e geral, na condição de auxiliares daqueles que presidem aos fenômenos da Natureza.

Então eles são submetidos hierarquicamente a outra ordem mais elevada de Espíritos?

DF – De acordo com o papel que desempenham, de maior ou menor inteligência, tornam-se responsáveis por inúmeros fenômenos ou contribuem para que os mesmos aconteçam. Os que se fixam nas ocorrências inferiores, mais materiais, são, portanto, pela própria atividade que desempenham, mais atrasados submetidos aos de grande elevação, que os comandam e orientam.

Estes Espíritos se apresentam com formas definidas, como por exemplo fadas, duendes, gnomos, silfos, elfos, sátiros, etc?

DF – Alguns deles, senão a grande maioria dos menos evoluídos, que ainda não tiveram reencarnações na Terra, apresentam-se, não raro, com formas especiais, pequena dimensão, o que deu origem aos diversos nomes nas sociedades mitológicas do passado. Acreditamos pessoalmente, por experiências mediúnicas, que alguns vivem o Período Intermediários entre as formas primitivas e hominais, preparando-se para futuras reencarnações humanas.

Quer dizer que já passaram ou passam, como nós, Espíritos humanos, por ciclos evolutivos, reencarnações?

DF – A reencarnação é lei da Vida através de cujo processo o psiquismo adquire sabedoria e ‘desvela o seu Deus interno’. Na questão 538 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec interroga: “Formam categoria especial no mundo espírita os Espíritos que presidem os fenômenos da Natureza? Serão seres à parte ou Espíritos que foram encarnados como nós?” E os Benfeitores da Humanidade responderam: “Que foram ou que serão“.
Algum dia serão ou já foram homens terrestres?

DF – Os mais elevados já viveram na Terra, onde desenvolveram grandes aptidões. Os outros, menos evoluídos, reencarnar-se-ão na Terra ou outros mundos, após se desincumbirem de deveres que os credenciem moral e intelectualmente, avançando sempre, porque a perfeição é meta que a todos os seres está destinada.

O elementais são autóctones ou vieram de outros planetas?

DF – Pessoalmente acreditamos que um número imenso teve sua origem na Terra e outros vieram de diferentes mundos, a fim de contribuírem com o progresso do nosso planeta.
Que tarefas executam?

DF – Inumeráveis. Protegem os vegetais, os animais, os homens. Contribuem para acontecimentos diversos: tempestades, chuvas, maremotos, terremotos… interferindo nos fenômenos “normais” da Natureza sob o comando dos Engenheiros Espirituais que operam em nome de Deus, que “não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos“, como responderam os Venerandos Guias a Kardec, na questão 536b de “O Livro dos Espíritos”.

Todos eles sabem manipular conscientemente os fluidos da Natureza?

DF – Nem todos. Somente os condutores sabem o que fazem e para o que fazem, quando atuam nos elementos da Natureza. Os mais atrasados “oferecem utilidade ao conjunto” não suspeitando sequer que são “Instrumentos de Deus“.

Nós não os vemos normalmente. Isto significa que não se revestem de matéria densa?

DF – O conceito de matéria na atualidade, é muito amplo. A sua “invisibilidade” aos olhos humanos, a algum indivíduo, demonstra que sejam constituídos de maneira equivalente aos demais espíritos da Criação. Encontram-se em determinada fase de desenvolvimento, que são perceptíveis somente aos médiuns, as pessoas de percepção especial, qual ocorre também com os Espíritos Nobres, que não são detectados por qualquer pessoa destituída de faculdade mediúnica.

Qual é o habitat natural desses Espíritos?

DF – A erraticidade, o mundo dos Espíritos, pertencendo a uma classe própria e, portanto, vivendo em regiões compatíveis ao seu grau de evolução. “Misturam-se” aos homens e vivem, na grande maioria, na própria Natureza, que lhes serve de espaço especial.

Uma das grandes preocupações da humanidade, atualmente, é a preservação do equilíbrio ecológico. Qual a atitude ou providência que tomam quando a Natureza é desrespeitada pelos homens?

DF – Quando na infância do desenvolvimento, susceptíveis às reações mais primitivas, tornam-se agressivos e revoltados. À medida que evoluem, fazem se benignos e se apiedam dos adversários da vida em qualquer forma pela qual esta se expressa. Assim, inspiram a proteção à Natureza, o desenvolvimento de recursos que a preservem, a sua utilização nobre em favor da vida em geral, em suma, “fazem pela Natureza o que gostariam que cada qual fizesse por si mesmo“.

Liudmila Carla Pinheiro

OI JESUS, EU SOU O ZÉ

OI JESUS, EU SOU O ZÉ





Cada dia, ao meio dia, um pobre velho entrava na igreja e, poucos minutos depois, saía. Um dia, o sacristão lhe perguntou o que fazia, pois havia objetos de valor na igreja.
Venho rezar, respondeu o velho.
Mas é estranho, disse o sacristão, que você consiga rezar tão depressa.
Bem, retrucou o velho, eu não sei rezar aquelas orações compridas. Mas todo dia, ao meio dia, eu entro na igreja e falo:
"Oi Jesus, eu sou o Zé. Vim visitar você."
Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que Ele me ouve.
Alguns dias depois, Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital. Na enfermaria, passou a exercer grande influência sobre todos.
Os doentes mais tristes tornaram-se alegres e, naquele ambiente onde antes só se ouviam lamentos, agora muitos risos passaram a ser ouvidos.
Um dia, a freira responsável pela enfermaria aproximou-se do Zé e comentou: Os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre, Zé...
O pobre enfermo respondeu prontamente: É verdade, irmã. Estou sempre muito alegre! E digo-lhe que é por causa daquela visita que recebo todos os dias. Ela me faz imensamente feliz.
A irmã ficou intrigada. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. Aquele velho era um solitário, sem ninguém.
Quem o visita? E a que horas? Perguntou-lhe.
Bem, irmã, todos os dias, ao meio dia, Ele vem ficar ao pé da cama por alguns minutos, talvez segundos... Quando olho para Ele, Ele sorri e me diz:
"Oi Zé, eu sou Jesus, vim te visitar".
* * *

A história é singela e seu autor é desconhecido.
No entanto, o ensinamento que contém nos faz refletir profundamente.
Fala-nos da fé, da simplicidade, da dedicação e da perseverança.
Quem de nós dispõe, como o Zé, diariamente, de alguns minutos para falar com Jesus?
Muitos ainda confundimos a oração com um amontoado de palavras que vão saindo da boca, destituídas de sentimento e de humildade.
Quantos de nós temos tal perseverança, tanto nas horas de alegria quanto nas de dor, para elevar o pensamento a Jesus, confiando-lhe a nossa intimidade, com a certeza de que Ele nos ouvirá?
A oração é uma ponte que se distende da alma opressa para que o alívio possa chegar.
É o fio misterioso, que nos coloca em comunhão com as esferas divinas.
É um bálsamo que cura nossas chagas interiores.
É um templo, em cuja doce intimidade encontraremos paz e refúgio.
Enfim, para as sombras da nossa alma, a oração será sempre libertadora alvorada, repleta de renovação e luz.
É importante que cultivemos a fé inabalável nas soberanas leis que regem a vida e das quais o Sublime Galileu nos trouxe notícias.
É preciso orar, ainda que a nossa oração seja singela, mas que seja movida pelo sentimento.
* * *
Orando, chegarás ao Senhor, que te deu, na prece, um meio seguro de comunicação com a infinita bondade de Deus, em cujo seio dessedentarás o Espírito aflito...

Redação do Momento Espírita

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação."

 Chico Xavier - Emmanuel